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sábado, 30 de junho de 2012

História da Dança de Salão por Rodinei Barbosa

Dança de Salão com Maria Rosa e Rodinei Barbosa - imagem: google
As primeiras danças sociais, como eram chamadas às danças em casais, surgiram no séc. XIV. Eram a base dance (1350-1550) e o pavane (1450-1650), dançadas exclusivamente por nobres e aristocratas. Nos sécs. XIV e XVII a Inglaterra foi berço da contradança, também só dançada pela Corte.
A popularização das danças sociais deu-se em 1820 através do Minueto, desenvolvendo-se o cotillos e a quadrille. Já no início do séc. XIX ocorreram rápidas transformações no estilo de dançar. O minueto e a quadrille desapareceram e a Valsa começou a ser introduzida nos sofisticados salões de baile. Logo, a polka e, no início do nosso século, o two-step, one-step, fox-trot e tango, também invadem os salões. A dança social passa então a ser chamado de Ballroom Dancing.
As primeiras documentações sobre Ballroom Dancing foram editadas pela Imperial Society of Teachers of Dancing. Profissionais ingleses percorreram vários países para encontrar a síntese de cada ritmo, codificando a forma de dançá-los e a maneira ideal de ensiná-los. Foram os ingleses que criaram as primeiras competições, hoje populares mundialmente, com grandes presenças de duplas americanas, canadenses, alemãs, francesas, escandinavas e japonesas.
No Brasil a dança de salão foi introduzida em 1914, quando a suíça Louise Poças Leitão, fugindo da I Guerra Mundial, aportou em São Paulo. Ensinando valsa, mazurca e outros ritmos tradicionais para a sociedade paulista, Madame Poças Leitão não imaginava que iria criar uma tradição tão forte, seguida por discípulos que continuariam a divulgar a dança de salão.
No Rio de Janeiro a dança de salão cresceu nas mãos de Maria Antonietta, que, com várias correntes de professores, fazem o nosso bolero, samba no pé e samba de gafieira famosa no mundo todo.
Por: Rodinei Barbosa

 email: contato@rodineibarbosa.com.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Oficina Entendimento, criação e desenvolvimento da dramaturgia com Juliano Rodrigues (MG)

DIAS 30/06 e 01/07
Sábado das 08:00 as 11:00 hs/14:00 as 17:00 hs
Domingo das 14:00 as 17:00 hs 
Mesa Redonda - domingo das 17:00 as 20:00 hs
Local: Pavilhão das Artes


Inscrição aqui: http://www.pavilhaodasartes.com/p/ficha-de-inscricao.html#

Fonte: Pavilhão das Artes

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Faça parte dessa História, adquirindo as Pulseirinhas, e ajude na reforma do Hospital do Câncer de Mato Grosso!!

Muitas pessoas estão se sensibilizando com a nossa causa e querem saber como ajudar. Além das doações em espécie e materiais de construção, a partir de hoje é possível ajudar também adquirindo as pulseirinhas 'Faço parte dessa história' que estão a venda no Pantanal Shopping (no Espaço Cliente, entrada principal) e no Bazar Solidário do Hospital de Câncer (Av. Historiador Rubens de Mendonça, 5500, Bairro Morada da Serra).


Mais informações sobre doações: 3648-7544 | 3648-7575 

Fonte: Silvia Negri

Cuiabá recebe o Festival Internacional do Folclore de Mato Grosso (Fifolk) 2012 neste fim de semana

Conjunto Folclórico Cultural “Tumu Henua”´- Imagem: google

Em sua 5° Edição, o Festival Internacional de Folclore de Mato Grosso (Fifolk/MT) chega a Cuiabá com a intenção de proporcionar à população um fim de semana animado com danças folclóricas de outros países e estados. O evento, patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC/MT), é realizado pelo Grupo Chalana, e nesta edição visita Cuiabá no dia 30.06 e 01.07, às 20h, na Praça Santos Dumont, onde o público poderá prestigiar gratuitamente apresentações dos grupos folclóricos. 
Participam do evento o grupo de expressões parafolclóricas Sabor Marajoara do Pará; o Rio Grande do Norte participa com a Companhia de Dança e Cultura Popular Macambirais; o Chile traz o conjunto Folclórico Cultural “Tumu Henua”; a Eslovênia apresenta ao público a Academic Folk Dance Group e, por último, o Uruguai traz aos cuiabanos a Compañia de Danza Popular “Danzamérica”.
Depois o projeto continuará com as apresentações em outras cidades do Estado de Mato Grosso. Dia 27.06 na cidade de Mirassol D’Oeste, no Ginásio de Esportes “Britinho”; em Barra do Bugres, na Praça Ângelo Masson, dia 27 e 28.06 e no mesmo dia, o Fifolk passará por Rio Branco para apresentação na Quadra da Igreja São Roque, e Curvelândia, no Ginásio de Esportes Diomar Torres.
Serviço:

Dias 30/06 e 01/07,  na Praça Santos Dumont, Cuiabá-MT, as 20:00 hs!!

Fonte: Secretaria Estadual de Cultura de Mato Grosso

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Começa Hoje (27/06) o CURSO DE LEITURA E ESCRITA LITERÁRIA: A Crônica de Cada Um. Com Prof. Luiz Percival Leme Britto no SESC Arsenal!!


A crônica é um gênero literário ligeiro, que ganhou muita visibilidade com a imprensa escrita diária; em tempos de comunicação eletrônica, ganha novos contornos, aparecendo como possibilidade de expressão de cada um, em diferentes espaços da internet, mesmo que quem escreva não saiba disso; o curso faz uma aproximação deste gênero considerando as possibilidades de intervenção das pessoas comuns em espaços alternativos, analisando suas características e desenvolvendo estratégias de produção e leitura.

27 a 30/06 - Inscrições na Central de Atendimento: R$ 10,00 
27, 28 e 29 - 14h às 18h e Dia 30/06 - 08h às 12h e 14h às 18h
Informações: (65) 3616-6922

Fonte: SESC MT

terça-feira, 26 de junho de 2012

DICAS FUZUÊ DAS ARTES PARA ESTA SEMANA 26/06 a 01/07!!

DIA 26/06 (Terça feira) as 19 hs no Cine Teatro Cuiabá

Música na Estrada - 2º Edição

Linguagem: música
Gênero: música clássica
Classificação etária: livre
Ingressos: Gratuitos.
Retirada de ingressos: na bilheteria do Cine Teatro, no dia do espetáculo, a partir das 14h até o início da apresentação.
Retirada de 02 ingressos por pessoa.

Repertório:
Composições de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Antonio Vivaldi (1678 - 1741), Giuseppe Tartini (1692 - 1770), Alexandre Guilmant (1837-1911), Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959), Patapio Silva (1880 - 1907), Claudio Santoro (1919 - 1989), Antonio Carlos Gomes (1836 - 1896), Tom Jobim (1927 - 1994), Antonio Vivaldi (1678 - 1741) e Astor Piazzolla (1921 - 1992). Solistas: Arley Raiol, Rubens Souza, Hugo Pinheiro, Sergey Sagaydo, Elena Koynova, Alexandra Tcherkezova e Nikolay Muftafchiev.
Duração: 1hora e 10minutos

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DIA 26/06 (Terça feira) as 19 hs no Salão Social do SESC Arsenal

IMAGENS EM PAUTA: Ciclo: Documentários e Limiares
A FALTA QUE ME FAZ - Direção Marília Rocha
Entrada Franca
O foco de atenção deste ciclo recai sobre filmes brasileiros recentes cujos procedimentos estético-narrativos vêm desafiando as concepções mais clássicas do campo do documentário, produzindo limiares ficcionais, documentais, experimentais. O "Imagens em Pauta" é realizado pelo SESC Mato Grosso, em parceria com a UFMT. 
Fonte: SESC MT
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DIAS 26, 27, 28 e 29/09 (Terça a Sexta feira) as 20 hs no Teatro do Sesc Arsenal
DRAMATURGIA LEITURAS EM CENA - NELSON RODRIGUES






O projeto “DRAMATURGIA: LEITURAS EM CENA”, promovido pelo – Departamento Nacional do SESC, foi criado para estimular a prática de leitura de textos teatrais. Visa difundir textos inéditos ou consagrados da dramaturgia nacional e mundial, pretendendo instrumentalizar e chamar a atenção de diretores e atores para as potencialidades cênicas – ou novos ângulos – de uma determinada obra. As “Leituras em Cena” que agora se apresentam, são resultantes da Oficina de Dramaturgia com Rodrigo Vrech (RJ). Na primeira etapa de 2012 o projeto apresenta os seguintes textos:


DOROTÉIA  - 26/06 - 20h - Teatro - Entrada Franca
Atores-leitores: Karina Figueiredo, Hélio Taques, Luís Carlos Ribeiro, Ieda Acunha e Thaísa Soares / Direção de leitura: Maurício Ricardo

VIÚVA, PORÉM HONESTA - 27/06 -  20h -  Teatro - Entrada Franca 
Atores-leitores: Gustavo Prado, Keilla Borges, Meireane Oliveira, Paulo Nascimento e Rosecléia Duarte. (Cia Vertigo de Teatro)
Adaptação e Direção: Coletiva.

A SERPENTE - 28/06 - 20h - Teatro - Entrada Franca
Atores-leitores: André Moraes, Gisah Moraes, Maicon D' Paula e 
Sandra Santos (Cia VostraZ) / Direção: Cia VostraZ de Teatro


VALSA Nº 6 - 29/06 - 20h - Teatro - Entrada Franca
Atriz-leitora: Mazé Oliveira
Direção de leitura: Alicce Oliveira
Fonte: SESC MT
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DIA 26 a 30/06 (Terça a domingo) na Choperia do SESC Arsenal
OLHAR INTERIOR - CHOPERIA DO SESC ARSENAL
Música ao Vivo - Terça a Sábado: 19h às 23h30 / Domingo: 16h às 20h - A música popular brasileira de boa qualidade para descontração e entretenimento no final da tarde.

PROGRAMAÇÃO:
26/06 – FABIO ALVES
27/06 -  YASMIM MEDEIROS
28/06 – TRIO PINGADO
29/06 -  GRUPO SOSSEGO
30/06 – DIDI RUELLES 

Fonte: SESC MT
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DIA 29 e 30/06 (Sexta e Sábado) as 21hs e 01/07 (Domingo) as 19 hs no Cine Teatro Cuiabá
Espetáculo de teatro "Dona Flor e Seus Dois Maridos"
Linguagem: teatro
Gênero: comédia
Classificação etária: 16 anos
Ingressos: antecipados no piso térreo do Shopping Três Américas (65) 3627-4497
Nos dias de espetáculo na bilheteria do CTC das 14h até o início das apresentações.
Valor: 80 reais e 40 reais (meia)


 

Sinopse:
O espetáculo começa com a morte de Vadinho, por excesso de folia, em pleno sábado de Carnaval, vestido de baiana. Em seu velório os amigos relembram as farras, os jogos e as amantes do falecido. Durante sua viuvez, Flor sente saudades do marido e de suas imperfeições.  Flor se depara com os encantos do farmacêutico Theodoro Madureira, respeitado solteirão que lhe propõe casamento. Diferente do falecido em tudo, ele é fiel, regular no sexo e inteligente, seu segundo marido lhe completa com a paz e a tranqüilidade do matrimônio. Após a festa de aniversário de um ano de casamento e a mesma rotina de todos os dias, Flor vê Vadinho em sua cama, que retorna invisível a todos, menos à sua amada. A partir daí, Flor sente-se dividida entre ele e seu atual esposo.
MAIS INFORMAÇÕES: (65) 3624-5845
Fonte: Cine Teatro

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DIA 30/06 (Sábado) as 19 as 22 hs na Casa do Parque
Vaudeville: Repper Linha Dura, Engenho de Dentro e Ponto Seis mais mais mostra de vídeo






Casa do Parque fica  situada na rua Marechal Severiano de Queiroz, 455, no bairro Duque de Caxias, na entrada lateral do Parque Mãe Bonifácia.                   
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DIA 30/06 (Sábado) as 19:30 hs no Teatro do Liceu Cuiabano
rua Presidente Marques, s/n, esquina com Av. Getulio Vargas.stand up Putz Grill...
com Oscar Filho  
 
Neste sábado no Teatro do Liceu Cuiabano tem a comédia stand up Putz Grill... com Oscar Filho, humorista e repórter do programa CQC. Censura 14 anos.
 Os ingressos estão a venda nas Lojas Mon Bijoux do Shopping Pantanal e Três Américas. Informações pelo telefone (65) 3052-1964, 3027-1814 e 3623-0000.
Fonte: Diário de Cuiabá

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DIA 30/06 (Sábado) as 21hs no Clube de Esquina
É DIA DE FESTA!!
 

Neste sábado no Clube de Esquina é Dia de Festa e vai rolar muita música boa com as bandas Bionne, Quarteto Pau Ferrado e Negramina. 
Fonte: Clube de Esquina
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Fonte: Viva in Cuiabá/Cinema

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Teatro Renascentista - A humanização da arte por Luiz Carlos Ribeiro


Lady Macbeth 

Renascimento foi um movimento que marcou a Europa no de 1330 a 1530 e teve como berço a Itália. Consistiu na retomada da cultura clássica, ou seja, a cultura greco-romana. Entre suas principais características está a ruptura com os valores medievais e a busca pelo novo. Nasceu na Itália, onde o desenvolvimento do comércio acabou financiando artistas e cientistas, que também tinham a proteção da igreja e dos homens de posse.
O movimento atingiu todos os campos intelectuais existentes na época – a filosofia, a ciência, a literatura, a pintura, a escultura e, claro, o teatro. Diferentemente do que acontecia no mundo medieval, os artistas que aderiram ao Renascimento possuíam extrema preocupação com o corpo humano, buscavam a beleza ideal, a perfeição da forma, simetria. O homem renascentista acredita que tudo se explica pela razão e pela ciência.
Nesta época a arte passou a ser mais racional. O ser humano, e não Deus, como acontecia no teocentrismo da Idade Média, passa a ocupar o centro do universo, ocorre a glorificação do homem, chamado antropocentrismo. Na pintura e na escultura as figuras deixam de "temer à Deus" e passam a olhar para frente, não mais para o céu, os artistas e a burguesia deixam de ser subordinados à igreja. Este foi o período em que ocorreu maior e mais intenso progresso na arte e na ciência ocidental.
O Renascimento choca-se com os dogmas e proibições da Igreja Católica a partir do momento em que passa a criticar o mundo medieval e enfrenta a Inquisição.
Entre os principais artistas da Renascença Italiana estão Giotto, Botticelli, Donatello, Leonardo da Vinci, Michelângelo e Rafael. Na Alemanha destaca-se Hans Holbein, na Espanha El Greco e nos Países Baixos Van Eyck, Rembrandt e Peter Brueghel.
O teatro renascentista vai do século XV ao XVI e, em alguns países sobrevive até o século XVII. Com o início do movimento o teatro passa a misturar tradições medievais com temas da tragédia grega e da comédia romana. É um teatro erudito, acadêmico, com linguagem pomposa e temática pouco – ou nada – original, onde o ser humano é o centro das preocupaçãoes. O palco é improvisado e o cenário simples. Com o passar do tempo, mais precisamente no século XVII, a linguagem acaba se tornando solene e os temas passam a ser os mitos e lendas do mundo antigo. 

Com o Renascimento, na Itália, surge a commedia dell´arte, gênero teatral onde os atores improvisam os textos e especializam-se em personagens fixos, entre eles a Colombina, o Polichinelo, o Arlequim, o capitão Matamoros e o Pantalone. As encenações baseiam-se na criação coletiva e os cenários são simples, geralmente um telão pintado com a perspectiva de uma rua. A novidade são as mulheres que passam a representar personagens femininos e os atores que são todos profissionais. As peças são baseadas na improvisação e no uso de máscaras. É um gênero rigorosamente antinaturalista e antiemocionalista.
Os atores deveriam ter uma intensa preparação técnica vocal, corporal e musical. Geralmente representavam o mesmo personagem por toda a vida, criando assim uma codificação precisa do tipo representado. Mesmo tendo como base o improviso, os atores representavam seguindo a estrutura de um roteiro que orientava a sequência das ações. Estes roteiros não variavam muito em termos de trama e relação entre personagens.
A primeira companhia de commedia del´arte que surge é a I Gelosi – Os Ciumentos – dos irmãos Andreini, fundada em 1545, em Pádua, com oito atores, que dura até 1546. Esta foi a primeira vez que uma companhia teatral era caracterizada por construir um grupo de atores que viviam exclusivamente de sua arte.
Como autor deste período destaca-se Maquiavel, com a peça Mandrágora – uma das melhores comédias italianas. O autor e ator Angelo Beoloco (1502 – 1542), mais conhecido como Ruzante, personagem que representava e que se caracteriza por ser um campônes guloso, grosseiro, preguiçoso e gozador. Suas comédias são documentos literários considerados os precurssores das máscaras do gênero.
Na Inglaterra, o teatro elizabetano tem seu auge de 1562 a 1642. As peças caracterizam-se pela mistura do sério e do cômico, pelo abandono das unidades aristotélicas clássicas, pela variedade na escolha dos temas – tirados da mitologia, da literatura medieval e renascentista e da história – e por uma linguagem que mistura o verso mais refinado à prosa mais descontraída.
O espaço cênico elizabetano, de forma redonda ou poligonal, possui palco em até três níveis, assim várias cenas podem ser representadas ao mesmo tempo. As galerias para os espectadores mais ricos circundam o edifício em nível mais elevado, os mais humildes ficam em pé, quase que se misturando aos atores no nível inferior do palco. Uma cortina ao fundo modifica o ambiente.

 Christopher Marlowe  
Além dele, tem-se nomes como Christopher Marlowe ( Doutor Fausto ), Ben Jonson ( Volpone ) e Thomas Kyd ( Tragédia espanhola ). 


 William Shakespeare  

Entre os maiores nomes está William Shakespeare (1564-1616), escritor das tragédias ( Romeu e Julieta , Macbeth , Ha mlet, Rei Lear , Otelo ), comédias ( A tempestade , A megera domada , Sonhos de uma noite de verão ) ou dramas históricos ( Henrique V), tornando-se o maior dramaturgo de todos os tempos. 

 Miguel de Cervantes  
Quanto aos autores destacam-se Fernando Rojas (Celestina), Miguel de Cervantes ( Numância ), Felix Lope de Vega ( O melhor juiz, o rei ), Pedro Calderón de la Barca ( A vida é sonho ) e Tirso de Molina ( O burlador de Sevilha ). 

Pedro Calderón de la Barca  

Na Espanha, acontece o auge do teatro. As peças são de ritmo rápido, cheias de ações que se entrecuzam. Desprezam-se as regras eruditas, voltando-se para as formas originárias das apresentações populares. Os temas são mitológicos, misturados a elementos   locais e impregnados de sentimento religioso. O espaço cênico é chamado de corrales, já que o palco fica no centro de um pátio coberto, em diversos níveis e sem cenários.

Por: Luiz Carlos Ribeiro

Referências
CHACRA, Sandra. A natureza e o sentido da improvisação teatral. São Paulo: Perspectiva, 1991.
IMPROVÁVEL – um espetáculo provavelmente bom. Disponível em: 
<http://www.improvavel.com.br/>. Acesso em: 21 abr. 2010.
PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.
RAUEN, Fábio José. Inferências em resumo com consulta ao texto de base: estudo de caso
com base na Teoria da Relevância. Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, v. 5, n. esp., p. 33-57,
2005.
SPERBER, Dan; WILSON, Deirdre. Relevance: communication and cognition. 2nd ed.
Oxford: Blackwell, 1995 (1st edition, 1986).
SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 1998 (© 1963).
(Coleção Estudos. Série Teatro, 62).
YOUTUBE. “Os Barbixas - Improvável - Cenas Improváveis 2 (com Marcio Ballas e Allan
Benatti)”. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=0liVa_49oa0>. Acesso em: 21
abr. 2010.

domingo, 24 de junho de 2012

Somos elegantes, quando reconhecemos nossas limitações tanto quanto valorizamos nossas conquistas. Coluna re-Ver por Isolda Risso!!



Somos elegantes, quando reconhecemos nossas limitações tanto quanto valorizamos nossas conquistas.

“Equivoca-se quem diz ser o que não é,tanto quanto aquele que nega ser o que é” Joanna de Ângelis.         

Somos seres complexos , vivendo em um mundo complexo imerso em um universo de difícil entendimento para a maioria dos mortais. Exigir de nós o entendimento e a compreensão total dessa engrenagem nos colocaria a beira da loucura.
É importante que sejamos curiosos, desejosos por aprender e aprimorar a  intelectualidade a  cultura ampliando horizontes, mas aceitar que temos limites é fundamental para o equilíbrio emocional.
Infelizmente  a maioria de nós somos frutos de uma educação castradora,cheia de equívocos onde nossos pais ao nos educar tiveram as melhores das intenções, todavia nem sempre com uma boa direção.
Uma péssima direção que o primeiro educador comete e nesse caso o primeiro educador a que nos referimos são nossos pais podendo ser também professores , é fazer uso da comparação.
Não são poucas as vezes que com a intenção de despertar em nós o desejo de melhoria  fizeram uso dessa metodologia o que é um verdadeiro desastre.
Comumente as comparações nos coloca em desvantagem em relação ao outro comprometendo a  autoestima  e por consequência  dando brecha para a insegurança se instalar.
Não nos ensinaram a olhar nossas deficiências e limitações com naturalidade e sim com criticas duras , ásperas como se fossemos menos que o outro  e quem de nós estamos em condições de apontar a deficiência alheia?
É bíblico.....o próprio Cristo já nos disse: “atire a primeira pedra aquele que nunca errou” afirmando assim nosso nível de igualdade..
Não devemos  exigir mais do que podemos dar ,não se obrigar a ser brilhante em tudo e reconhecer que estamos em fase de aprendizagem colabora e muito para a superação das próprias limitações.
Todavia ter esta consciência não é sinônimo de acomodação ou passar a mão em nossas cabeças , vejo como estimulo pois não estamos fadados ao fracasso e sim repletos de possibilidades bastando somente entender , aceitar o momento e perseverar no caminho que todos estamos predestinados a plenitude.
Ser elegante também é ser autentico e sem falsa modéstia reconhecer nossas conquistas.
Pessoas há que se fantasiam de humildes e se colocam em condições de menor valia, de coitadinhos o que é um grande equivoco pois a verdadeira  humildade tem conexão direta com a verdade.
 Um abraço!
Isolda


sábado, 23 de junho de 2012

KUARUP, O RITUAL DOS ÍNDIOS DO XINGU

Índio do Xingú, Dança da Taquara, escultura cerâmica Rosylene Pinto 
O Kuarup (Quarup) é um ritual de homenagem aos mortos ilustres celebrado pelos povos indígenas da região do Xingu, no Brasil. O rito é centrado na figura de Mawutzinin, o demiurgo e primeiro homem do mundo da sua mitologia. Em sua origem o Kuarup teria sido um rito que objetiva trazer os mortos de novo à vida.

O mito original

Kuarup - Xingú - MT - imagem: google  
Mawutzinin, desejando trazer os mortos de volta, entrou no mato e cortou três troncos de kuarup, levando-os para o centro da aldeia. Ali os pintou e adornou com colares e penas. Mandou que fincassem os troncos no chão, e chamou duas cutias e dois sapos cururu para cantarem com ele, e distribuiu peixes e biju para o povo comer.

Kuarup - Xingú - MT - imagem: google  
Incrédulos, os índios não cessavam de perguntar se os troncos iriam mesmo virar gente, ao que Mawutzinin respondia que sim, os troncos virariam gente. Então o povo da aldeia começou a se pintar e gritar. Cessada a cantoria, os índios quiseram chorar junto aos kuarup, pois representavam seus mortos, mas Mawutzinin os impediu, dizendo que viveriam, e por isso não podiam ser chorados.
No dia seguinte o povo quis ver os kuarup, mas Mawutzinin não deixou, dizendo que todos deviam esperar a transformação por mais um tempo. À noite os troncos começaram a se mexer, como se o vento os balançasse, e Mawutzinin ainda não permitiu que a gente os visse. Os sapos cururu e as cutias então cantaram para que assim que virassem gente os troncos fossem ao rio se banhar.
Quando o dia clareou a transformação já era evidente: da metade para cima os troncos já tinham forma humana. Os cantos continuavam, e Mawutzinin ordenou que todos os índios se recolhessem para suas ocas e não saíssem. Ao meio-dia a transformação já estava quase completa, e Mawutzinin chamou o povo para que saísse das ocas e fizesse uma grande festa, com gritos de alegria, mas aqueles que tivessem tido relações sexuais durante a noite não tiveram permissão para sair. Apenas um índio foi por isso impedido, mas não aguentando a curiosidade, saiu também, quebrando o encanto, e os kuarup voltaram a ser madeira.
Zangado, Mawutzinin disse que doravante os mortos não reviveriam mais no Quarup, seria apenas uma festa. E mandou que os troncos fossem removidos e lançados na água, ou no meio da mata, e assim foi feito.

O ritual


O Kuarup é realizado sempre em homenagem a uma figura ilustre, seja por sua linhagem seja por sua liderança, e é uma grande honra prestada a esta pessoa, colocando-a no mesmo nível dos ancestrais que viveram no tempo em que Mawutzinin andava entre os homens, e incorporando-a à história mítica.

Tipicamente o ritual inicia com a chegada de grupos de índios de outras aldeias, que ocorre em meio a muitas danças.
Kuarup - Xingú - MT - imagem: google  
Depois alguns índios vão ao mato e cortam um tronco de kuarup, constroem uma cabana de palha em frente à Casa dos Homens, e sob ela fincam o tronco no chão. A seguir o tronco recebe uma decoração, acompanhada de cantoria que elogia o aspecto formoso do morekwat (chefe) que está sendo homenageado, falando com ele como se se tratasse de uma pessoa viva.


Kuarup na Aldeia Yawalapiti em 2006 - Xingú - MT - imagem: Rosylene Pinto



Kuarup na Aldeia Yawalapiti em 2006 - Xingú - MT - imagem: Rosylene Pinto
Kuarup - Xingú - MT - imagem: google
Após estes preparativos, chegam os índios restantes, e acomodam-se na periferia da aldeia. Arma-se uma fogueira em frente ao tronco, sucedem-se danças e cantos, e um índio de cada grupo vai ao fogo recolher uma chama para acender as fogueiras dos grupos.
 Kuarup - Xingú - MT - imagem: google  
À noite acontece o momento de ressurreição simbólica do chefe homenageado, sendo um momento de grande emoção. Então as carpideiras começam o choro ritual, sem que os cantos em volta sejam interrompidos. Aos primeiros raios do sol do dia seguinte o choro e o canto cessam, os visitantes anunciam sua chegada com gritos, e iniciam competições entre os campeões de cada tribo, seguidas de lutas grupais para os jovens.
luta do huka-huka  - Kuarup na Aldeia Yawalapiti em 2006 - Xingú - MT - imagem: Rosylene Pinto  
luta do huka-huka  - Kuarup na Aldeia Yawalapiti em 2006 - Xingú - MT - imagem: Google
Então o morekwat da aldeia que sedia o Kuarup se ajoelha diante do morekwat de cada tribo visitante e, em sinal de boas vindas, lhe oferece peixe e biju, que são distribuídos entre os seus.
Terminadas as lutas ocorre um ritual de troca, moitará, onde cada aldeia oferece produtos de sua especialidade. 
Ritual da troca Kuarup na Aldeia Yawalapiti em 2006 - Xingú - MT - imagem: google
O ritual é encerrado com o tronco sendo lançado às águas.


Minha participação no Kuarup na Aldeia Yawalapiti Xingú MT, em 2006, foi uma experiencia cultural inesquecível!





Por: Rosylene Pinto

com informações do Wikipédia