quarta-feira, 29 de julho de 2026
terça-feira, 16 de junho de 2026
Artistas de Mato Grosso ganham projeção nacional e internacional com participação no 7º Festival Internacional e Arte Naïf - FIAN 2026 e seleção para o 3º Encontro Nacional de Artistas Naïf do Centro Oeste - EnanCO
Artistas de Mato Grosso ganham projeção nacional e internacional com participação no 7º Festival Internacional e Arte Naïf - FIAN 2026 e seleção para o 3º Encontro Nacional de Artistas Naïf do Centro Oeste - EnanCO
A arte produzida em Mato Grosso
alcança novos horizontes com a seleção das artistas Ellen Pelliciari, Marlene
Kirchesch, Rimaro, Rosylene Pinto e Rubi para dois importantes eventos
dedicados à Arte Naïf: o 7º Festival Internacional de Arte Naïf (FIAN 2026),
realizado em Guarabira (PB), e o 3º Encontro Nacional de Artistas Naïfs do
Centro-Oeste (EnanCO), que acontecerá em Goiânia (GO).
A conquista ganha destaque
especial pelo caráter internacional do FIAN, um dos mais relevantes eventos de
Arte Naïf do país, que reúne artistas brasileiros e estrangeiros em uma ampla
celebração da arte popular contemporânea. A participação das artistas mato-grossenses
representa não apenas reconhecimento nacional, mas também projeção
internacional para a produção artística do estado.
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| Rosylene Pinto, Ellen Pelliciari, Rimaro, Marlene Kirchesch e Rubi |
As artistas matogrossense marcaram presença na abertura oficial do 7º Festival Internacional de Arte Naïf (FIAN 2026), realizada no dia 28 de maio de 2026, em Guarabira, na Paraíba. Nesta edição, o festival trouxe como tema “Naifs pelo Clima: o Aquecimento Global”, utilizando a arte como instrumento de reflexão sobre a preservação do planeta, as mudanças climáticas e os impactos ambientais que desafiam a sociedade contemporânea.
Obras Selecionadas das Artistas no FIAN 2026
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| Ritmo do campo entre bananeiras e brincadeiras - Artista: Ellen Pelliciari |
A solenidade oficial aconteceu na Câmara Municipal de Guarabira, reunindo artistas, curadores, gestores culturais e autoridades locais. A exposição principal foi instalada no tradicional Casarão da Cultura, espaço que recebeu obras de artistas selecionados de diversas regiões do Brasil e do exterior.
Além da participação no FIAN 2026,
as cinco artistas também foram selecionadas para o 3º Encontro Nacional de
Artistas Naïfs do Centro-Oeste (EnanCO), evento que vem se consolidando
como uma importante vitrine para a Arte Naïf brasileira. A abertura está
marcada para o dia 22 de agosto de 2026, no Museu de Artes de Goiânia
(MAG).
Com o tema “Folclore e
Tradições”, o EnanCO propõe uma celebração das manifestações culturais
populares, reunindo artistas de diferentes estados para apresentar obras
inspiradas nos costumes, nas memórias, nas lendas e nas expressões que compõem
a identidade cultural brasileira.
A presença das artistas
mato-grossenses nos dois eventos evidencia a qualidade e a diversidade da
produção artística do estado, marcada por narrativas visuais que retratam o
cotidiano, as tradições populares, as paisagens e a riqueza cultural de Mato
Grosso por meio da linguagem singular da Arte Naïf.
Mais do que uma conquista
individual, a seleção das
artistas Ellen Pelliciari, Marlene Kirchesch, Rimaro, Rosylene
Pinto e Rubi representa um importante reconhecimento para a arte
mato-grossense, fortalecendo sua presença nos circuitos nacional e
internacional das artes visuais e ampliando a visibilidade dos talentos do
estado.
A participação das artistas
reforça o protagonismo de Mato Grosso no cenário da Arte Naïf brasileira. Com
obras que dialogam com a cultura popular, as paisagens, a biodiversidade e as
tradições regionais, contribuindo para ampliar a presença da produção artística
mato-grossense em importantes espaços de difusão cultural no Brasil e no
exterior, levando a riqueza e a identidade cultural do estado a públicos cada
vez mais amplos e diversos.
Sobre as Artistas Selecionadas:
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Coro Experimental MT apresenta “Um Ney para cada um” no Cine Teatro Cuiabá
Coro Experimental MT apresenta “Um Ney para cada um” no Cine Teatro Cuiabá
Espetáculo inédito faz uma releitura da obra de Ney
Matogrosso e conta com a participação especial do cantor Renato Braz
Quando
você pensa em Ney Matogrosso qual é a primeira ideia que lhe vem à cabeça? As
respostas são múltiplas devido à versatilidade e longevidade da carreira de
Ney, um dos maiores intérpretes da música brasileira em atividade. Temos o Ney
irreverente e iconoclasta do grupo Secos & Molhados, o Ney refinado que
interpreta Villa-Lobos, Cartola e Noel Rosa; o Ney sapeca, sagaz e sempre muito
sensual, desafiando o tempo e esbanjando energia aos 84 anos. Em seu nono ano
de vida, o Coro Experimental MT (CEMT) homenageia o artista sul-mato-grossense
no espetáculo “Um Ney para cada um”, a ser apresentado no Cine Teatro Cuiabá,
no dia 21 de maio (quinta-feira).
“Escolher Ney Matogrosso é, antes de tudo, escolher um
artista que rompeu padrões — não só pela sua voz absolutamente singular, mas
pela coragem estética, corporal e política com que sempre se colocou no mundo.
Ney representa a liberdade de ser múltiplo, de não caber em rótulos, e isso
dialoga diretamente com o que buscamos enquanto coro: expandir possibilidades”,
afirma Jefferson Neves, diretor artístico do CEMT.
E como se não bastasse a escolha de Ney Matogrosso
como tema da próxima apresentação – é a primeira vez que o CEMT cria um
espetáculo focado na obra de um artista -, o grupo contará com uma participação
muito especial. O cantor paulista Renato Braz, outra voz impecável que dá vida
a um repertório diversificado e sofisticado, subirá ao palco do Cine Teatro
Cuiabá com os coralistas do CEMT.
“Ney é uma das minhas primeiras referências como
artista e até hoje continua sendo muito importante para mim. Por isso, poder
prestar essa homenagem a ele é motivo de grande alegria”, afirma Renato Braz.
Aos 57 anos, ele ainda se recorda de uma passagem de sua infância. “Eu tinha
três ou quatro anos e me lembro de estar na sala de casa quando alguns parentes
me perguntaram o que queria ser quando crescesse. Respondi que queria ser
cantor e não tive dúvidas em apontar como minha inspiração o vocalista do grupo
Secos & Molhados, que tinha um público infantil muito grande”.
Cantar em Mato Grosso tem outro sabor especial para
Renato Braz: além de rever amigos como a cantora Vera Capilé (integrante do
CEMT, com que dividiu os palcos numa turnê internacional do Projeto Pixinguinha
em 2004), o cantor está retornando ao estado de suas raízes. “É muito
importante voltar ao lugar que me deu minha mãe, minha música - tudo aquilo que
me fez ser cantor”, conta Renato, numa referência ao Mato Grosso anterior à
divisão do estado ocorrida em 1977. Ele diz que tem sangue guarani por parte de
pai e mãe.
Para Jefferson Neves, contar com a presença de Renato
Braz - um intérprete de extrema sensibilidade e dono de uma voz igualmente
única - é uma grande honra para o CEMT.
“Não é apenas um convite artístico, é um encontro de
universos que se reconhecem. Renato tem uma capacidade muito rara de atravessar
a canção com verdade e profundidade emocional, algo que dialoga diretamente com
o próprio Ney. Ter Renato conosco fortalece ainda mais a proposta do
espetáculo: múltiplas vozes, múltiplas leituras, múltiplos Neys coexistindo em
cena.”.
Tuanny Godoi, que divide a direção do CEMT com Neves
desde 2017, afirma que a vinda à capital mato-grossense de Renato Braz, um
intérprete com reconhecimento nacional e internacional, é “uma oportunidade
muito rica, de aprendizado e ampliação de escuta” para os integrantes do Coro
Experimental.
Para Vera Capilé, trazer Renato Braz para participar
de um espetáculo do CEMT é motivo de grande alegria.
“Estou unindo dois amores que me encantam muito: essa
amizade gostosa com o Renato e minha paixão pelo Coro Experimental, do qual
faço parte há quase 10 anos. Estou muito feliz, realizada”, comenta a veterana
cantora, que destaca ainda a felicidade de subir ao palco do Cine Teatro
Cuiabá junto com o seu amado Waldir Bertúlio.
Um mergulho na diversidade - Mas, afinal, o que o público pode esperar desse novo espetáculo? Segundo Jefferson Neves, a ideia de “Um Ney para cada um” surge do desejo de mergulhar na diversidade — de timbres, interpretações e identidades. A proposta é que cada integrante do Coro encontre “o seu próprio Ney” e ela será compartilhada com o espectador, que poderá se encontrar com o “seu Ney”, ao se deliciar com canções como “O patrão nosso de cada dia” e “O Vira” (da fase dos Secos & Molhados), “Homem com H”, “Rosa de Hiroshima”, “Sangue latino” e “Pro dia nascer feliz”, entre outras.
“Este trabalho tem sido um laboratório criativo muito
rico para mim como diretor musical. Estou experimentando novas sonoridades nos
arranjos, explorando outras texturas vocais e propondo desafios diferentes para
o coro, tanto tecnicamente quanto expressivamente”, diz Neves, conhecido por
seus múltiplos talentos como arranjador, cantor, maestro, pianista, escritor e
roteirista. A propósito, todos os arranjos do novo espetáculo são de sua
autoria. O espetáculo contará ainda com a participação especialíssima dos
músicos Marinho Sete Cordas (no violão) e Juliane Grisólia (na percussão).
Quem acompanha as apresentações do Coro Experimental
desde o primeiro “A tempo”, encenado há quase nove anos, sabe que há sempre uma
preocupação cênica, estética e conceitual muito forte, muito além da execução
musical. “O novo espetáculo segue esta linha, de forma ainda mais ousada. O
público pode esperar um coro em movimento, explorando contrastes, dramaticidade
e uma construção coletiva que valoriza as individualidades. É um espetáculo que
transita entre o íntimo e o explosivo, entre o delicado e o visceral —
exatamente como o universo do Ney propõe”, detalha Neves.
“Além disso, estamos lidando com um repertório que
exige entrega emocional e presença cênica intensa. Então não é apenas um
concerto: é uma experiência performática, onde voz, corpo e interpretação estão
completamente integrados”, conclui.
O CEMT é um coro independente e atualmente conta com o
apoio do Instituto Ciranda – Música e Cidadania. A produção dos espetáculos é
realizada de forma coletiva pelos integrantes do grupo, com destaque para
alguns cantores que contribuem com sua expertise, entre eles, a
artista visual Rosylene Pinto, responsável pela idealização e confecção dos
cenários, e o fashionista Luiz Pita, que elabora e coordena a proposta de
figurino dos coralistas. É importante destacar também a participação do
violoncelista Thiago Gasparini, integrante do naipe dos baixos e barítonos.
Mais sobre Renato Braz – O cantor paulistano Renato Braz é uma das
referências obrigatórias no atual cenário da música brasileira. Desde seu disco
de estreia, “Renato Braz” (1996), que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Sharp
como melhor disco na categoria revelação, ele vem conquistando admiradores em
todo país e no exterior. Ao longo das três últimas décadas, ganhou diversos
prêmios e lançou mais de uma dezena de álbuns, com a participação de artistas
renomados, consolidando uma carreira reconhecida em nível nacional e
internacional. Em sua participação no espetáculo “Um Ney para cada um”, Renato
apresentará alguns solos e cantará com o CEMT.
Serviço
O
que: Espetáculo “Um Ney para cada um”
Quando: 21 de maio de 2026 (quinta-feira), às 20h
Onde: Cine Teatro Cuiabá
Compra
de ingressos: https://daningressos.com.br/eventos/um-ney-pra-cada-um-14856.html
sexta-feira, 13 de março de 2026
Theatro Fúria abre seleção de artistas para centro de desenvolvimento de talentos e formação de novo elenco
Theatro Fúria abre seleção de artistas para centro de desenvolvimento de talentos e formação de novo elenco
Em ciclo de sete meses, participantes serão capacitados na linguagem cênica original do grupo e poderão integrar novos espetáculos
Um dos grupos mais expressivos do cenário teatral mato-grossense, o Theatro Fúria lançou processo seletivo para o Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT) voltado à formação, ao aperfeiçoamento e à capacitação na linguagem cênica das Marionetas Humanas — técnica criada pelo grupo que combina teatro, mímica, manipulação de objetos e partituras vocais. A chamada acontece por meio do projeto Caixa Mágica 2.0, atualização de uma experiência pioneira desenvolvida pelo coletivo desde os anos 2000, e busca artistas para integrarem novo elenco. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 27 de março pelo link https://forms.gle/
“A Caixa Mágica é uma estrutura cênica criada nos anos 2000 que possibilita o desenvolvimento de vários espetáculos. A partir dela, o Theatro Fúria já montou diversos trabalhos, entre eles o espetáculo ‘Encaixotando Shakespeare’, que circulou pelo país dentro dessa estrutura. Foi justamente a partir da Caixa Mágica que o Fúria desenvolveu a linguagem que hoje chamamos de Marionetas Humanas”, explica a atriz e produtora Carolina Argenta, coordenadora do projeto.
O novo ciclo de formação proposto pelo grupo no Centro de Desenvolvimento de Talentos da Caixa Mágica 2.0 terá duração de sete meses, com dois encontros semanais realizados de abril a outubro. As atividades acontecem em dias de semana, no período vespertino, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O processo contará com oficinas ministradas por profissionais como o dramaturgo, ator e diretor Péricles Anarckos, um dos fundadores do Theatro Fúria, e o palhaço, mímico, ator e diretor Gabriel Guimard, convidado de Porto Alegre (RS).
Podem se inscrever no processo seletivo do CDT Fúria atrizes e atores profissionais, estudantes de teatro, além de artistas das áreas de iluminação e sonoplastia. A seleção acontece em duas etapas: análise de trajetória artística, por meio de currículo ou portfólio, e entrevistas presenciais, que serão realizadas no dia 30 de março. O regulamento está disponível em https://www.theatrofuria.com/
Oportunidade de formação e geração de renda
Na primeira etapa do projeto Caixa Mágica 2.0, além da formação de novos talentos, o processo seletivo do CDT Fúria busca ampliar o quadro de profissionais qualificados para o staff do Theatro Fúria, contribuindo para a continuidade e renovação artística do grupo. Na segunda etapa do projeto, será realizada a montagem de um novo espetáculo.
“Os dez artistas selecionados vão participar de todo o processo formativo para aprender a trabalhar com a linguagem das Marionetas Humanas e atuar dentro da caixa cênica. Dessas dez pessoas, cinco serão escolhidas com base no comprometimento, interesse e envolvimento nas atividades para integrar o elenco do primeiro espetáculo que vamos montar na Caixa Mágica 2.0, uma versão aprimorada da experiência anterior”, destaca Carolina Argenta.
“Já os outros artistas também poderão ser convidados e contratados para futuras produções do grupo, tornando o Centro de Desenvolvimento de Talentos uma oportunidade de formação e geração de renda para artistas de teatro, por meio da circulação dos espetáculos”, complementa a atriz e produtora do Theatro Fúria.
O projeto Caixa Mágica 2.0 é realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e com o Governo Federal, via Ministério da Cultura (MinC). A iniciativa foi contemplada no Edital nº 17/2024/SECEL-MT Criativo — Edição PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura).
Theatro Fúria e a Caixa Mágica
A Caixa Mágica é um protótipo cênico criado no ano 2000 pelo Theatro Fúria, desenvolvido inicialmente no contexto do espetáculo ‘Encaixotando Shakespeare’ e apresentado pela primeira formação do grupo (Péricles Anarcos, Giovanni Araújo, Yandra Firmo, Marcelo Valente, Rodrigo Toledo e Eduardo Espíndola), fundado em 1998. Na época, o coletivo já se destacava ao experimentar diferentes linguagens artísticas, com intervenções urbanas, teatro de rua, performances e experimentações cênicas, tornando-se um expoente do cenário teatral de Mato Grosso.
‘Encaixotando Shakespeare’ e a Caixa Mágica tiveram importantes desdobramentos na difusão do trabalho artístico do Theatro Fúria, com circulação por meio de projetos como o Palco Giratório (2003), do SESC, e o Projeto Fúria na Estrada (2004). A difusão levou o grupo a participar de festivais brasileiros e internacionais, consolidando sua atuação em diferentes contextos culturais.
Retomada agora com a Caixa Mágica 2.0, a proposta funciona como um dispositivo de experimentação teatral que articula criação cênica, treinamento corporal e pesquisa performática, sendo utilizado em espetáculos, processos pedagógicos e oficinas do grupo. A metodologia envolve exercícios de investigação corporal e criação coletiva a partir da estrutura da caixa, explorando espacialidade, movimento, manipulação de objetos, pesquisa sonora, improvisação e trabalho cooperativo na construção da cena.
Desde a sua fundação, o Theatro Fúria já montou mais de 20 espetáculos, apresentados em diversos estados brasileiros por meio de festivais nacionais e internacionais de teatro e programas de circulação. Com dramaturgias que abordam temas predominantemente existencialistas, algumas dessas montagens já foram premiadas nacionalmente nas categorias de dramaturgia, encenação, atuação, figurino, sonoplastia e iluminação.
Atualmente, o repertório do Theatro Fúria é composto por espetáculos como ‘Nepal’, ‘Horário Comercial’, ‘Exóticus’, ‘Nó’Sapiens’, ‘A Justiça dos Poderes a Mim Conferidos’ e ‘Furiosas Macchinas Historiadoras’. O grupo também desenvolve laboratórios como o ‘Laboratório Prático do Desanestesiamento dos Sentidos’ e a ‘Furiosa Prospecção Performativa’.
Serviço
Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT Fúria) — Projeto Caixa Mágica 2.0
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Coro Experimental MT inicia Temporada 2026 com a inscrição de novos cantores
Coro Experimental MT inicia Temporada 2026 com a inscrição de novos cantores
Audições para novos cantores e ensaios acontecem na sede do Instituto Ciranda
Diversos estudos comprovam os efeitos positivos do canto para a memória, a preservação da vitalidade das pregas vocais e de vários órgãos vitais para o equilíbrio do corpo e da mente. Cantar em grupo traz outros benefícios como aprender a ouvir a sua própria voz e buscar a harmonia com outras vozes, além de proporcionar a oportunidade de conhecer novas pessoas. Você pode encontrar tudo isso no Coro Experimental MT (CEMT), que abre inscrições para novos cantores nesta segunda-feira (dia 19/01).
O CEMT está iniciando a sua Temporada 2026 com todo gás, trazendo a experiência de um grupo que está em atividade desde 2017, sempre sob a direção artística de Jefferson Neves e Tuanny Godoi. Nesses nove anos de vida, como coral independente, enfrentou mudanças (inclusive de endereço) e superou um ano de ensaios online por conta da pandemia de covid-19, sempre buscando manter a essência de um coro experimental no sentido de estar aberto para novas parcerias e novos desafios, buscando a diversidade de estilos musicais.
Em 2025, por exemplo, o CEMT iniciou uma parceria com o Instituto Ciranda – Música e Cidadania, que deverá se estreitar nesta nova temporada. Outra parceria que se mantém é com o premiado grupo Flor Ribeirinha, que contou com a participação especial dos integrantes do coro em alguns espetáculos. O CEMT conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O maestro e arranjador Jefferson Neves está entusiasmado com os preparativos para a nova temporada do CEMT e, como de hábito, faz segredo sobre os temas dos espetáculos do grupo, cuja característica principal é o fato de não se limitar ao canto coral. Todos os integrantes dançam e atuam em apresentações que ora visitam o universo sertanejo, ora recriam clássicos da música pop nacional e internacional, com incursões pela MPB e pelo repertório erudito.
“Todas as possibilidades estão abertas no CEMT. Como trabalhamos com arranjos próprios na maioria dos casos, não há limites para a nossa criatividade. E os integrantes do grupo – com idades que vão de 17 a mais de 70 anos – mergulham de cabeça nas nossas propostas, sempre apresentando algo novo para o público mato-grossense”, afirma Jefferson Neves.
Os ensaios do CEMT acontecem às quintas-feiras, a partir de 19h30, e o primeiro encontro da Temporada 2026 será no dia 5 de fevereiro.
Se você tiver interesse em saber mais sobre o CEMT, visite o Instagram do grupo @coroexperimentalmt e acesse este link para fazer sua inscrição: https://acesse.one/ZsBLh
Mas não demore, porque as vagas estão realmente limitadas. As audições para novos cantores estão marcadas para o dia 3 de fevereiro, na sede do Instituto Ciranda (Casa de Bem Bem), no Centro de Cuiabá.
“A audição serve para verificarmos a afinação, a capacidade de cantar junto com outras vozes e a extensão vocal dos candidatos, com o objetivo de fazermos a classificação dos novatos em algum dos naipes: sopranos (1 e 2), contraltos (1 e 2), tenores (1 e 2), barítonos e baixos”, explica Tuanny Godoi. O mais importante, segundo ela, é ter disponibilidade para os ensaios e comprometimento com o CEMT, pois é necessário complementar os estudos em casa.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Nesta terça-feira (09/12) acontece o lançamento do livro "Avisos de Ave" da artista visual Ruth Albernaz
Avisos de Ave
A artista visual Ruth Albernaz lança o seu primeiro livro solo como uma provocação e uma anunciação em micropoemas ilustrados
A Casa Biosfera, charmoso espaço de cultura e arte no Centro Histórico de Cuiabá, será o espaço de lançamento do primeiro livro solo da artista Ruth Albernaz, onde os leitores e apreciadores de arte também poderão ter contato com a sua obra em diferentes fases.
“Avisos de Ave é um livro de artista que encanta o leitor seja pela provocação inerente aos textos, seja pelas obras de arte que ilustram a publicação. Há muito que percebemos essa veia poética na artista, que além de nos surpreender com obras potentes, sensíveis, que nos levam à reflexão, nos oferece também textos poéticos de crítica de arte, produção acadêmica na área da biodiversidade e sua interface com as questões mais emergentes do nosso tempo, e agora também podemos conhecer a sua versão poética”, declara Maria Teresa Carrión Carracedo, editora da Entrelinhas que já publicou diversas obras ilustradas pela artista para autores como Ivens Cuiabano Scaff, Lucinda Persona, Anna Maria Ribeiro e Márcio Berestinas.
Apresenta o livro da artista a professora doutora e pós-doutora Carolina Joana da Silva: “As aves cantam, encantam e embalam nossos sonhos. Ruth Albernaz nos faz voar nas suas asas, nos sons e cores da natureza, onde emerge sua ancestralidade, fonte de seu saber e conectividade com a cultura e a ciência da etnobiologia. Sua arte, poesia e conhecimento nos levam a passear na biodiversidade e sociodiversidade nos biomas Cerrado e Pantanal, entre as formas, curvas e texturas da arquitetura arbórea e dos desenhos e riscos das aves no céu, na água e no ar! As aves nos avisam e ensinam a direção, deste mundo em transição.” E nos convida a voar e sonhar com Ruth Albernaz nas páginas deste livro.
A artista Ruth Albernaz, perguntada sobre a essência da obra, nos responde: “AVISOS DE AVE me ensinam a ser parte da natureza. Olhar, tatear, cheirar, ouvir e sentir – tudo que está junto a mim. Essas sabedorias ancestrais são heranças dos mestres dos saberes locais, dos anciões indígenas, dos ditados populares e principalmente, de meu pai e de minha mãe. Muitos avisos chegaram pelo ar: no vento, nos sons, nas chuvas, no nevoeiro, nas águas, na seca, no fogo, na terra, nas plantas, nos bichos, nos insetos, nos fungos, nas pessoas...”
CASA BIOSFERA – Espaço dedicado à arte, à educação e à etnoecologia. Um ateliê expandido idealizado pela artista visual Ruth Albernaz. Localizada no coração do centro histórico, a Casa propõe encontros entre saberes tradicionais, práticas contemporâneas e processos artísticos. O público é recebido com exposição de arte, empório e espaço de leitura, compondo uma programação afetiva e plural, aberta a diferentes faixas etárias e formas de escuta. A proposta é ativar o espaço como um território vivo de diálogo entre arte, memória biocultural e cuidado com o meio ambiente. “A Casa Biosfera nasceu como um organismo vivo, onde os ciclos da natureza, a memória da cidade e a escuta das comunidades alimentam as práticas que ali acontecem. É um espaço para cultivar relações mais sensíveis com o mundo”, afirma Ruth Albernaz.
SOBRE A AUTORA
Ruth Albernaz (Cuiabá, MT, 1972)
É artista-bióloga, de origem cabocla; pós-doutora em Ensino na Amazônia (2021); doutora em Biodiversidade e Biotecnologia (2016); autodidata em arte, com pesquisa e produção artística voltadas para as conexões entre ser humano/natureza, benzeções, cuidar, saberes ancestrais e conservação da sociobiodiversidade. Produz pinturas, objetos e instalações. Realiza exposições e curadorias para contribuir com as partilhas sensíveis, a reinvenção do mundo e a re-existência. Vive e trabalha em Chapada dos Guimarães e Cuiabá, em Mato Grosso, Brasil.
SERVIÇO
Lançamento de “Avisos de Ave”, de Ruth Albernaz, publicado pela Entrelinhas Editora
Na Casa Biosfera (Rua Ricardo Franco, 534) – Centro Histórico de Cuiabá,
a partir das 19 horas
Valor do investimento: R$ 70
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Vem ai a 5ª Edição do Bazar na Vila no Gabinete antes do Café em Cuiabá MT
5ª Edição do Bazar na Vila
05 e 06 de dezembro
17h às 22h
Gabinete Antes do Café
Rua 8 de Abril, 154/160 – Vila d’Fátima, Goiabeirassegunda-feira, 17 de novembro de 2025
Jornalistas se reúnem em Cuiabá para fortalecer combate ao racismo no jornalismo mato-grossense
Jornalistas se reúnem em Cuiabá para fortalecer combate ao racismo no jornalismo mato-grossense
No
Dia da Consciência Negra, evento “Cojira na Roda” propõe diálogo sobre o papel
da comunicação na luta antirracista
Jornalistas,
comunicadores em geral, e estudantes de comunicação de Mato Grosso se reúnem na
Casa das Pretas, em Cuiabá, para o evento “Cojira na Roda”, nesta quinta-feira
(20.11), às 9h. A iniciativa marca a retomada da Comissão de Jornalistas pela
Igualdade Racial (Cojira) do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso
(Sindjor-MT), com o objetivo de fortalecer a mobilização da categoria e ampliar
o debate sobre igualdade racial no jornalismo.
Celebrando
o Dia da Consciência Negra, a programação inclui uma roda de diálogo sobre o
papel da imprensa na promoção da igualdade racial e o enfrentamento ao racismo
institucional. A atividade será conduzida pela jornalista, professora e
pesquisadora Julianne Caju.
Também
será debatida a formação de uma nova coordenação da Cojira-MT, com jornalistas
interessadas e interessados em compor o grupo e contribuir para o
fortalecimento da agenda racial nas redações e instituições de comunicação.
Antes do encontro, haverá um momento de convivência com chá e bolo, reforçando
o espírito de partilha e acolhimento.
De
acordo com representantes da Cojira-MT, a retomada da Comissão significa
reconhecer a comunicação como ferramenta de enfrentamento ao racismo e de
ampliação de vozes negras e indígenas na sociedade.
“Em
um estado de grande diversidade étnica, mas ainda marcado por desigualdades
históricas, a retomada da Cojira é um movimento político e simbólico. Queremos
reafirmar o compromisso da categoria com um jornalismo ético, plural e
comprometido com a transformação social, enfrentando o racismo de forma
consciente e coletiva”, destaca Julianne Caju.
A
participação no encontro é gratuita, bastando apenas a inscrição prévia pelo
link https://forms.gle/NGX7Nkt4wsJuDSy89
Serviço
Data: 20 de novembro (quarta-feira)
Horário:
9h da manhã
Local:
Casa das Pretas, na Praça da Mandioca – Cuiabá/MT
Inscrição: https://forms.gle/NGX7Nkt4wsJuDSy89

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