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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Paz na Terra por Airton Reis

imagem ilustrativa - google imagem

Paz na Terra
     Terra prometida. Terra conflitante. Terra sagrada. Terra demarcada. Terra em transe. Terra atormentada. Terra banida. Terra alvejada. Terra invadida. Terra soterrada. Terra repartida. Terra maculada. Terra faixa. Terra fronteira. Terra refúgio. Terra derradeira. Terra berço. Terra funeral. Terra terço. Terra areia. Terra árida. Terra irrigada. Terra vazia. Terra ocupada. Terra primazia. Terra bombardeada. Terra utopia. Terra aterrorizada.
     Paz aventurada. Paz palavra soletrada. Paz cadencia cordial. Paz emergencial. Paz portal. Paz Oriente. Paz Ocidente. Paz mundial. Paz presença Divinal. Paz desejo populacional. Paz tratado internacional. Paz acordo militar. Paz garantia civil. Paz selada. Paz almejada. Paz verdadeira. Paz pactuada. Paz assegurada. Paz de cada dia. Paz serena. Paz concórdia. Paz harmonia. Paz Mandamento. Paz de Abraão. Paz de Isaac. Paz de Jacob. Paz profetizada. Paz florida. Paz frutificada. Paz civilização. Paz mundo irmão.
     Fim das perdas. Fim dos danos. Fim dos desenganos. Fim dos desenganados. Fim dos armamentos contrabandeados. Fim das fugas. Fim das rusgas. Fim das desavenças. Fim das diferenças. Fim das arbitrariedades. Fim das calamidades. Fim dos infanticídios continuados. Fim dos genocídios camuflados. Fim dos mísseis disparados. Fim dos alvos humanos. Fim das violações humanitárias. Fim dos escombros. Fim dos estrondos. Fim dos alarmes disparados. Fim dos refúgios improvisados. Fim dos corpos mutilados. Fim das mentes conturbadas. Fim das famílias desabrigadas. Fim das cidades destruídas. Fim das vidas ignoradas. Fim das vítimas sepultadas. Fim das guerras declaradas.
     Paz na Terra regida pelo mesmo Pastor. Paz na Terra ferida pelo mesmo desamor. Paz na Terra em todo e qualquer quadrante. Paz na Terra em toda e qualquer região. Paz na Terra do rei Davi. Paz na Terra do rei Salomão. Paz na Terra do Messias. Paz na Terra dos Profetas. Paz na Terra dos Discípulos da mesma Fé. Paz na Terra da Palestina. Paz na Terra de Israel. Paz na Terra dos homens de boa vontade. Paz na Terra da humanidade. Paz na Terra de Norte a Sul. Paz na Terra Planeta Azul.
     Paz preâmbulo em letras com mais de uma tradução. Paz pêndulo do perdão. Paz artéria do coração. Paz predicado da razão. Paz substantivo da justiça pela perfeição. Paz adjetivo da força pela união. Paz conciliação. Paz conciliadora. Paz redenção. Paz redentora. Paz acalento. Paz conforto. Paz comiseração. Paz liberdade existencial. Paz igualdade sem arsenal. Paz fraternidade continental. Paz aqui. Paz acolá. Paz presente. Paz futura. Paz consolidada. Paz aliança firmada. Paz pactuada. Paz cultivada. Paz construída. Paz edificada. Paz perpetuada de geração em geração. Paz prece. Paz oração. Paz pavimento. Paz colunas. Paz templo interior. Paz Pai e Criador. Paz Amor. Assim seja. Amém!
Airton Reis, professor e poeta em Cuiabá-MT. Embaixador Universal da Paz. Vice-governador da Associação Internacional de Poetas – Mato Grosso.


domingo, 27 de julho de 2014

OLA PANTANEIRA por Oscar Junior


O conceito de onda é tão amplo, que poderia nos custar horas de explicação e divagação sobre o tema. A onda pode ser sonora, magnética , marítima , entre outros inúmeros significados existentes em nossa rica língua portuguesa. Aliás, vou para de fazer "onda" e elucidar minha reivindicação como cidadão brasileiro.

Ola, significa onda em espanhol e o termo ficou popular a partir da copa do México em 1986. Os jogos de futebol ganharam um charme a mais, com esta manifestação coletiva na qual os torcedores levantam e abaixam  as mãos de forma sincronizada, dando um efeito harmonioso, quando visto principalmente de longe.

Segundo o escritor Alvin Toffler, nossa sociedade vive a quarta onda. Na primeira, há muitas décadas atrás,  tivemos a revolução agrícola. Depois veio a segunda onda, que foi a revolução industrial. Em seguida a Era da tecnologia, denominada a terceira onda. Vivemos hoje a quarta onda representada pela sustentabilidade e o meio ambiente.
Cuiabanos e Brasileiros!!!Sobre essas premissas, da onda do futebol e da sustentabilidade é que vos convoco para a ONDA PANTANEIRA!!
Que a arena Pantanal herdou inúmeros legados durante a copa e que sempre liderou todas as estatísticas de melhor sede da copa é fato consumado. O que vamos fazer com esse título de "exemplo de hospitalidade"? Como atrair mais turistas para nosso estado? Como educarmos nossas próximas gerações sob a luz da ética, respeito e dignidade?
A ONDA PANTANEIRA responde a maioria desses questionamentos! O legado deixado pelo povo japonês , na copa que, após aos jogos eles permaneciam no estádio limpando e recolhendo todo lixo produzido por sua torcida é o embrião deste conceito de onda! Peguemos nossas sacolas plásticas e as levemos para a Arena nos dias de jogos e shows!!! O conceito de ONDA PANTANEIRA É SIMPLES: ato de recolher o lixo após o termino de cada evento na arena! Com isso, todos ganham, sobretudo o meio ambiente!!
Mas se por acaso, não quisermos comprar esta ideia de dobrar uma sacola de supermercado e colocá-la no bolso para entrarmos nesta "onda", temos a segunda opção muito mais trabalhosa e onerosa : levar um Japonês junto nos dias de evento..."onda! Onda! Olha a onda"

Por: Oscar Junior

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sujeitos de Suassuna por Airton Reis

           
Ariano Suassuna - imagem:google
           O verbo se fez literatura em mais de um rincão. A frase se fez oração. O sertão floresceu em poesia. O sertanejo frutificou em dramaturgia. O romance foi luar em firmamento estrelado. A advocacia foi conhecimento aplicado. O direito vigorou em dever. O nordestino superou mais do que uma seca prolongada. O brasileiro versejou a Pátria Amada.
     Ariano Vilar Suassuna em pia batismal. Paraibano de nascimento, 16 de junho de 1927. Órfão do pai em tenra idade. Pernambucano adotado. Estudante aplicado. Acadêmico atuante.
     “Uma Mulher Vestida de Sol”, mais do que brilhante. “Cantam as Harpas de Sião”, para mais de um público pagante. “Os Homens de Barro”, modelados a imagem e semelhança do Criador.
     Autos além da Compadecida.  “Torturas de um Coração”, em cadencia juvenil. “O Castigo da Soberba”, em febre ardil. “O Rico Avarento”, em invento sem inventor. “O Casamento Suspeitoso”, em leito consumado.
      “O Santo e a Porca”, num mesmo cercado. “O Homem da Vaca”, em nada sagrada. “O Poder da Fortuna”, mais do que afortunada. “A Pena e a Lei”, num mesmo horizonte. “A Farsa da Boa Preguiça”, no chifre do mesmo rinoceronte.
     “A Onça Castanha e a ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira”, em tese de livre docência. O sagrado e o profano numa mesma abrangência. Idealizador do “Movimento Armorial”. Acadêmico imortal.
     Sujeitos de Suassuana, em memorial. Sujeitos de Suassuna, em odes e sonetos. Sujeitos de Suassuna, em becos com mais de uma saída. Sujeitos de Suassuna, em braços que acenam numa mesma despedida. Sujeitos de Suassuna, em páginas desfolhadas. Sujeitos de Suassuna, em letras imortalizadas.
     Sujeito simples. Sujeito composto. Sujeito oculto. Sujeito indeterminado. Sujeito sertanejo. Sujeito seresteiro. Sujeito brasileiro. Sujeito analfabeto. Sujeito letrado. Sujeito livre. Sujeito aprisionado. Sujeito de bons costumes. Sujeito mal intencionado. Sujeito trabalhador. Sujeito desocupado. Sujeito amante. Sujeito amado. Sujeito polido. Sujeito lapidado.    
      Estimado poeta! Elevado cidadão! Ariano do Brasil versejado. Suassuna do Brasil soletrado. Ide em Paz em direção ao Jardim da Eternidade em resplandecente clarão. Adentre a Morada do Justo coroado pela Perfeição. Contigo a literatura, os literatos e os leitores desta Nação. Contigo, os louros literários que adornam a sua missão. Contigo, a imensidão dos astros, a novel constelação. Brilhe por nós. Amém!
Airton Reis, professor e poeta em Cuiabá-MT.

domingo, 1 de junho de 2014

Certos Abraços por Edilberto Magalhães

imagem: google
Certos Abraços

Foi o poeta Mário Quintana que disse: “O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...”
Reencontrei, há algumas semanas, um amor antigo. Desses que nos marcam e por mais que a vida nos leve por caminhos desconhecidos e (des) planejados, a lembrança permanece. Dizem por aí que esse é o tal do amor eterno. Eu tenho as minhas dúvidas, sabe, mas a sensação do reencontro foi espetacular e curiosa.  
Vimo-nos em um nenhum lugar. Por acaso ou destino. A vi de longe. Aqueles lindos cabelos cacheados eram os mesmos. Continuavam belos. Lembrei-me dos nossos momentos em que eu acariciava aqueles cachinhos de anjo. Fiquei com receio de conversar com ela, depois de tantos anos sem nos vermos. Será que ela ainda se lembra de mim? Será que está casada? Tem filhos? Está sofrendo por um amor? Conquistou o emprego dos sonhos? Será, será, será... um tsunami de perguntas surgiu na minha cabeça, mas nenhuma resposta. Não poderia tê-las. Afinal, eu havia perdido o contato com ela.
Fiquei por alguns minutos apenas observando de longe. Seus trejeitos eram os mesmos. A forma de andar, olhar, tocar, mexer no cabelo... era o meu amor (im) perfeito congelado no tempo do homem.
Lutei contra os meus pensamentos desconexos e, após uma rápida meditação, reencontrei o meu equilíbrio emocional. Pronto! Eu estava pronto para falar com ela.
Fui me aproximando aos poucos, sem que ela me percebesse e, tal qual um macho alfa, fui me posicionando no ponto exato para que, despercebida, nossos olhares se encontrassem. E assim aconteceu. Ao nos olharmos congelamos o olhar por alguns segundos. Toda a nossa história passou pela minha cabeça naqueles poucos segundos. Não sei o que ela pensou, mas deve ter sido algo similar.
Tomei a iniciativa de me aproximar dela. Quando nossos corpos estavam bem próximos percebi que ela ia falar alguma coisa. Não deixei! Coloquei o dedo na sua boca, como quem não quer que palavras surjam. Em seguida nos abraçamos em silêncio. Ficamos conectados por alguns minutos, sentindo nossos corações batendo, novamente, próximos um do outro. Senti uma energia diferente. O amor continuava. Não havia morrido.

Após o abraço olhamos dentro da alma um do outro. Senti vontade de beijá-la. Também senti esse desejo por parte dela que, como uma mulher romântica que é, aguardava a minha iniciativa. Resisti, não a beijei. Preferi ficar apenas com a sensação subjetiva do nosso encontro. Continuei o meu caminho e ela o dela. Sem uma palavra dita pela boca, mas com um livro escrito através de um abraço. 

Edilberto Magalhães – edilbertomagalhaes@gmail.com 

domingo, 25 de maio de 2014

Ele, Nuit e Ré por Edilberto Magalhães


Ele, Nuit e Ré

Escrevo desde sempre e sempre mais. Nasci escritor e assim morrerei. Disse-me, ele, observando Nuit, com aquele olhar denso de amantes, incomum. Acredita ser uma relação impossível, a deles. Amor platônico?! Não sei ao certo. Aliás, era difícil ter certeza de algo que vinha dele, com aquele aspecto macambúzio que outrora não existia.
Fora, sempre, um obliterador da tristeza. Orgulhava-se disso! Era vistoso ler seus escritos sobre a felicidade, amor, esperança... escrevia sobre qualquer assunto com a maestria de artesão das palavras desencontradas nos teclados de um, agora, computador.
“Sou da velha guarda. Na minha época não havia computador, smartphone, câmera digital, facebook, twitter, tablet (...) não havia também essa hipocrisia e falso moralismo que há hoje em dia. Os mais moderninhos dizem que a culpa é da TV. Eu, só sei que nada sei”. Escreveu, ele, num artigo sobre o tempo que li numa bela manhã de chuva torrencial. Dava para sentir o cheiro da terra molhada. Esse cheiro é indescritível e deu outro sentido ao texto. Foi natural refletir sobre esse senhor que tanto nos ensina.
Das várias sensações que os seus textos me transmitem, a da experiência é a mais interessante. Ele é um exemplo de pessoa experiente. Já viveu o suficiente para ser mais do que o tempo pode nos transformar. E isso é fantástico. Ele tem apenas cinquenta e dois anos de idade e já atingiu o flow. Chego a ter uma inveja boa. Dessas que nos inspiram a sermos pessoas melhores.
O contraditório é que, embora experiente, ultimamente ele segava os abrolhos d’almas que choravam as lágrimas de um amor impossível. Transformou-se, com o passar do tempo, no desalento. Fundiu-se a psique ao cosmo, outrora forjado nos teclados de uma vida desinventada pelo amor inexequível. Nuit tinha Ré. Ele era o Deus que completava a sua escuridão e fazia nascerem estrelas em seu olhar. Ao escritor restava, apenas, ouvir o conselho do senhor tempo.    
Ediberto Magalhães - foto: Diego Valadares

Edilberto Magalhães – edilbertomagalhaes@gmail.com