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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nomes de Mulheres nas canções de Chico Buarque


Chico Buarque - imagem: google

Uma das qualidades sempre elogiadas de Chico Buarque é sua capacidade de cantar canções aproveitando-se do "eu-lírico" no feminino, em que mulheres, com vários nomes,  profissões e histórias de vida, mulheres que são amadas, abandonadas, prostituídas, estigmatizadas...
É um resgate da tradição medieval galego-portuguesa... quem não se lembra dos trovadores cantando no eu-lírico feminino??? 
Mas busquei aqui uma lista dos nomes de mulheres citadas nas canções de Chico. Que mulheres são estas? Vou apenas fazer uma breve viagem nesses nomes, e no que eles revelam sobre tais mulheres.... 20 nomes de mulheres nas canções de Chico.
1. Ana [Ana de Amsterdã] (A Ana  de vinte minutos, a Ana da brasa dos brutos na coxa)

2. Angélica (Quem é essa mulher, que canta sempre esse estribilho?)

3. Bárbara (Nunca é tarde, nunca é demais, onde estou, onde estás, Meu amor, vem me buscar). Umas das músicas que se refere à paixão de duas mulheres.

4. Beatriz (Sim, me leva pra sempre, Beatriz, me ensina a não andar com os pés no chão, para sempre é sempre por um triz).

5. Carolina (Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu).
  
6. Cecília (Me escutas, Cecília? Mas eu te chamava em silêncio,na tua presença, palavras são brutas). 

7. Cristina [Será que Cristina volta?] (Será que Cristina volta, será que fica por lá, será que ela não se importa de bater na porta pra me consolar).

8. Helena [Acalanto para Helena] (Dorme minha pequena, não vale a pena despertar) Uma referência à canção de Caymmi, certamente para sua filha Helena. 

9. Iracema [Iracema voou] (Iracema voou para a América... Se puder, vai ficando por lá, Tem saudade do Ceará, Mas não muita).

10. Januária (Até o mar faz maré cheia pra ficar mais perto dela).

11. Lola (Sabia, Que ia acontecer você, um dia, E claro que já não me valeria nada, Tudo o que eu sabia, Um dia).

12. Luísa (Para ela que ele faz o bonito, para ela que ele faz o palhaço, para Luísa dormir em paz). 

13. Madalena (Madalena foi pro mar, e eu fiquei a ver navios, Quem com ela se encontrar, Diga lá no alto mar, que é preciso voltar já, pra cuidar dos nossos filhos).

14. Maria [Olha Maria] (Mas hoje, Maria, Pra minha surpresa, Pra minha tristeza, Precisas partir). 

15. Nina (Nina diz que, embora nova, Por amores já chorou que nem viúva, Mas acabou, esqueceu).

16. Renata Maria (Na minha boca as palavras que eu ia falar, Nem uma brisa soprou, Enquanto Renata Maria saía do mar).

17. Rita (Levou os meus planos, Meus pobres enganos, Os meus 20 anos o meu coração, E além de tudo, me deixou mudo o violão).

18. Rosa (Ah, Rosa, e o meu projeto de vida? Bandida, cadê minha estrela guia? Vadia, me esquece na noite escura, Mas jura, Me jura que um dia volta pra casa).

19. Sílvia (Morre de amor quem é capaz, Sílvia, Jaz, Morro de amor e quero mais, Sílvia).

20. Teresa [Teresa Tristeza] (Oh Tereza essa tristeza, Não tem solução...Não me espere não...  Ao menos sou sincero, Que te adoro, Que te quero, Mas não passo bem sem carnaval).

Não posso deixar de registrar que muitas das músicas são sambas que seguem a velha tradição do samba carioca, da mulher que faz sofrer... e cada uma delas pode merecer uma história à parte...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CHICO BUARQUE INICIA EM NOVEMBRO TURNÊ NACIONAL 2011/2012


Turnê Chico 2011/2012
Descrição: http://www.chicobuarque.com.br/img/ponto_verde.gif
CHICO BUARQUE INICIA EM NOVEMBRO TURNÊ NACIONAL DE LANÇAMENTO DO ÚLTIMO CD

Capa do disco "Chico", de Chico Buarque (2011)
O compositor levará espetáculo inicialmente a Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.
Sem fazer shows desde a turnê de seu penúltimo disco, Carioca, em 2006, vista por quase 200 mil pessoas, Chico  Buarque interrompe o longo jejum musical e volta a percorrer o país com um novo espetáculo. CHICO - título homônimo de seu novo CD, nas lojas desde julho passado - tem como ponto de partida o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde fica em cartaz de 5 a 8 de novembro. De lá, segue para Porto Alegre (Teatro Sesi, 28 e 29 de novembro), Curitiba (Teatro Guaíra, de 15 a 18 de dezembro), Rio de Janeiro (Vivo Rio, de 5 a 29 de janeiro) e, finalmente, São Paulo (HSBC Brasil, de 1 a 25 de março). Outras cidades deverão ser acrescentadas ao roteiro. O patrocínio nacional da turnê é da MAPFRE Seguros, com apoio cultural da GOL Linhas Aéreas.
“A preocupação cultural tem sido inerente à atuação da MAPFRE e faz parte dos seus princípios institucionais. A música, bem como outras formas de arte, é muito importante para a formação de uma sociedade e, para a MAPFRE, incentivar o desenvolvimento cultural é uma oportunidade especial e única”, comenta Marcos Eduardo Ferreira dos Santos, presidente executivo da MAPFRE Seguros, hoje o maior grupo de seguros de riscos de toda a América Latina, líder do segmento em seu país de origem, a Espanha, e também a empresa privada com o maior portfólio de seguros no Brasil, onde atua desde 1992 e possui mais de 20 milhões de clientes.
O SHOW
Embora dono de uma das carreiras mais sólidas e prolíficas da MPB – em 45 anos lançou mais de 40 discos, entre trabalhos solo e projetos –, Chico Buarque é presença rara nos palcos brasileiros. Este será apenas o sexto espetáculo apresentado por ele nos últimos 36 anos. Os anteriores foram ‘Chico e Bethânia’ (1975), ‘Francisco’ (1988), ‘Paratodos’ (1994), ‘As Cidades’ (1999) e ‘Carioca’ (2006).
Com duração de aproximadamente 90 minutos, o roteiro é todo construído ao redor das dez canções que compõem o disco novo, cuja estratégia inédita de comercialização, através do site www.chicobastidores.com.br, já o levou a alcançar a marca de 80 mil cópias vendidas. Ao longo de toda a temporada, a página atualizará as informações sobre a turnê (datas, locais das apresentações, horários, venda de ingressos etc) e continuará sendo o canal de comunicação oficial do compositor com o público. Em depoimento postado hoje (13/10), Chico explica a sua volta aos palcos e, de quebra, revela um pouco do clima dos bastidores dos ensaios. Para montar o repertório do show, o artista vasculhou os mais de 400 títulos de sua obra, tão vasta em gêneros quanto em assuntos, para chegar à lista final de 28 músicas. O resultado é um show pautado por canções de todas as fases de sua carreira, do início dos anos 60 até hoje, amarradas entre si por afinidades musicais ou temáticas.
“Como o disco é menos orquestrado do que os anteriores, a participação do conjunto foi maior. Criamos arranjos com menos elementos, o que acabará se refletindo no palco. Chico não se preocupa em fazer shows pirotécnicos, pois o repertório dele se basta. A sua filosofia se baseia na linearidade, onde cada novo espetáculo é a continuação do anterior”, explica o maestro, arranjador e violonista Luiz Claudio Ramos.
Para Chico, um fã declarado de futebol, o jargão ‘em time que está vencendo não se mexe’ aplica-se perfeitamente quando se trata de escalar músicos. O plantel, capitaneado por Ramos – seu fiel escudeiro desde a peça Calabar, de 1973 –, é o mesmo dos últimos dois shows: João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros).
A equipe que o acompanha também mudou muito pouco nos últimos anos, com Vinícius França na produção geral, Helio Eichbauer na direção de arte e cenários, Maneco Quinderé na iluminação, Cao Albuquerque nos figurinos e Ricardo ‘Tenente’ Clementino na direção técnica. 
O cenário será composto, em momentos diferentes do show, por três grandes reproduções sobre tecido (duas de 9m x 4,5m e uma de 6m x 4,5m) - um desenho de Oscar Niemeyer (A Mulher Nua) e duas pinturas de Cândido Portinari (O Bloco Carnavalesco e O Circo) -, além de uma escultura móvel de uma Fita de Möbius, objeto topológico muito utilizado em estudos matemáticos. Os figurinos são inspirados nas cores de O Circo e a iluminação foi projetada para interagir com a cenografia e os músicos.
“A escultura é baseada num grande enigma matemático que representa a continuidade da vida. Os painéis são uma homenagem ao país, à cidade do Rio de Janeiro e à língua brasileira”, adianta Eichbauer.
As dez canções do disco Chico revelam um compositor cada vez mais próximo de seu mestre e maestro soberano, Antônio Carlos Jobim, pela elaboração formal das melodias e letras ainda mais depuradas.
Desde 1991, quando escreveu seu primeiro romance, Estorvo, Chico vem se alternando entre a música e a literatura. Se a música influenciava o escritor em início de carreira, determinando o ritmo de sua narrativa, agora ocorre o caminho inverso. Esse é o seu trabalho musical onde se percebe mais nitidamente a influência da literatura em suas canções.
“O disco pode ser ouvido como resumo dos principais temas e recursos musicais e literários do compositor, escritor e poeta Chico ao longo dessas últimas duas décadas, marcadas pela publicação de quatro romances intercalados com três discos. Quem acompanhou essa produção sabe o que representa, tanto em termos musicais quanto literários, como expressão de nós mesmos e estímulo para pensar e viver o Brasil”, definiu no texto e apresentação do novo cd o compositor e violonista Arthur Nestrovski, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que lançou, entre outros, os discos Jobim Violão e Chico Violão (ambos pela Biscoito Fino).


 FICHA TÉCNICA
Chico Buarque em CHICO
Turnê nacional 2011/2012
Roteiro musical: Chico Buarque
Direção musical, arranjos, regência e violões: Luiz Claudio Ramos
Direção de arte e cenários: Hélio Eichbauer
Figurinos: Cao Albuquerque
Iluminação: Maneco Quinderé
Direção de produção: Vinicius França
Direção técnica: Ricardo ‘Tenente’ Clementino
Administração: Francisco Accioly
Músicos:
Bia Paes Leme (teclados e vocais)
Chico Batera (percussão)
João Rebouças (piano)
Jorge Helder (contrabaixo acústico)
Marcelo Bernardes (flauta e sopros)
Wilson das Neves (bateria)

A TURNÊ
BELO HORIZONTE
Palácio das Artes
De 5 a 8 de novembro de 2011
Assessoria de imprensa local:
Alves Madeira Comunicação e Produção (alvesmadeira@terra.com.br)
Tels (31) 2531.2041 / 9991.5542

PORTO ALEGRE
Teatro do Sesi
Dias 28 e 29 de novembro de 2011
Assessoria de imprensa local:
Cátia Tedesco (catiatedesco@opuspromocoes.com.br)
Tels (51) 3235.4545 / 8181.2000

CURITIBA
Teatro Guaíra
De 15 a 18 de dezembro de 2011
Assessoria de imprensa local:
RB Escritório de Comunicação
Rodrigo Browne (rbcomunica@gmail.com)
Tels (41) 3363.7759 / 9145.7027

RIO DE JANEIRO
Vivo Rio
De 5 a 29 de janeiro de 2012

SÃO PAULO
HSBC Brasil
De 1 a 25 de março de 2012


VEJA O VÍDEO, CHICO BUARQUE: ENSAIO TURNÊ "CHICO" 2011/2012