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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Museu de Arte de Mato Grosso abre duas exposições nesta quinta-feira (15/09) “Mãe Terra”, da artista Tânia Pardo e “Alicergia”, de MiHell

Museu de Arte de Mato Grosso abre duas exposições nesta quinta-feira (15)

“Mãe Terra”, da artista Tânia Pardo e “Alicergia”, de MiHell, ficam em cartaz até o dia 29 outubro, com visitação livre para todos os públicos

Integrando a 10° Primavera dos Museus, o Museu de Arte de Mato Grosso abriga duas novas exposições a partir desta quinta-feira (15). “Mãe Terra”, da artista Tânia Pardo e “Alicergia”, de MiHell ficam em cartaz até o dia 29 outubro, com visitação livre para todos os públicos. Tânia explora os cenários naturais enquanto MiHell conduz os visitantes a um ambiente de fantasia.

No piso superior do MAMT, 18 telas literalmente pintadas com as mãos da artista Tânia Pardo compõe a exposição “Mãe Terra”. Paulista de Arco-Íris, Tânia reside em Mato Grosso há anos, e foi aqui que a artista trocou os pinceis pelos dedos para realizar suas pinturas.
Tânia Pardo
“Tânia atingiu grande maturidade em seu trabalho. Hoje, executa suas obras de corpo e alma, de forma solta, totalmente livre das amarras convencionais da tradição acadêmica da pintura. Com as mãos e o auxílio de pincéis de borracha consegue atingir efeitos visuais incríveis em seus trabalhos”, adianta o Prof. Dr. Laudenir Antonio Gonçalves, crítico de Arte e curador da exposição. 
Auto intitulada “artista da flora”, Tânia retrata de maneira impressionista uma natureza abundante, rica em cores e formas, inspirada nos biomas do Centro-Oeste do Brasil. Para a exposição, suas obras inéditas receberam títulos característicos a adjetivos maternos como “Ternura”, “Resiliência”, “Surpreendente”, “Soberana”.
uma das obras da Exposição - Tânia Pardo
“Percebi que, intuitivamente, toda minha obra tem muitos troncos. Mais tarde, pesquisando, notei que a Mãe Terra tem uma ligação direta com os troncos. A agricultura e tudo que a natureza proporciona me inspira. Dos campos de algodão, milho e soja aos frutos do Cerrado como o jatobá, o pequi e a mangaba”, revela Tânia Pardo.

A exposição “Mãe Terra” apresenta ainda duas instalações conceituais, “Ciclo da Vida” e “Linha da Vida”. “Licença poética à multiplicidade de espécies e suas relações com o todo, interligadas na teia da vida. São metáforas aos obstáculos da vida, teias que ligam o nascimento e a própria existência, o casulo que abriga o novo”, complementa Tânia.

Na ação educativa da exposição estão previstas visitas mediadas, com a artista Tânia que trocará ideias com estudantes de ensino fundamental, médio e universitário em bate-papos sobre os desafios enfrentados pela Mãe Terra no século 21, desenvolvimento sustentável e artes plásticas.

A diretora do MAMT, Viviene Lozi ressalta a importância da exposição e das atividades educativas de interação com o público. “Cada vez mais vêm ocorrendo debates e estudos relacionando a ação humana à degradação do meio ambiente, ressaltando a extrema importância de se trabalhar o conceito de Educação Ambiental. Em consonância com esses pensamentos, a artista plástica Tânia Pardo volta ao Museu de Arte de Mato Grosso apresentando um novo trabalho que revela ao público as riquezas que a Terra oferece para a conservação e a manutenção da vida”.
  

Também em cartaz: “Alicergia”

No piso térreo do MAMT, antecipando a vivência com os temas da exposição de Tânia, Michel Pereira, que assina parte de seu trabalho conceitual como MiHell, conduz o visitante a uma experiência quase onírica. Um momento que ele mesmo traduz, como lisérgico.
uma das obras da Exposição - MiHell
Em 20 obras inéditas, estão universos surreais que trazem mundos fantásticos, elementos em miniaturas e obras bastante detalhadas. “Gosto de ir desenhando sem planejar muito, freehandmesmo, imaginando cada próximo detalhe durante a produção. Essa exposição deixará o visitante reflexivo pela ilusão dos efeitos em computação gráfica que preparamos”, antecipa MiHell. Os famosos “elementos surpresa”, muito presentes no trabalho do artista pipocam por entre as telas e garantem uma divertida exploração dos cenários.
MiHell
A personagem de Lewis Carroll, Alice, também norteia a fantasia de algumas obras e inspira o trocadilho que MiHell idealizou para dar nome à exposição que conta ainda com efeitos sonoros e projeções. “Os efeitos sonoros e projeções acentuam o clima hipnótico. É uma exposição sensorial, pensada para mexer com o emocional, de várias formas. É para parar e observar com cuidado”, provoca MiHell.

Ambas as exposições podem ser visitadas de terça-feira a sábado, das 9 às 17 horas. O Museu de Arte de Mato Grosso é administrado via contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Cultura por meio da Associação Casa de Guimarães. A entrada é franca.

Serviço
“Mãe Terra” e “Alicergia”: duas novas exposições em cartaz no MAMT
De 15 de setembro à 29 de outubro
De terça a sábado, das 9h às 17h
O Museu de Arte de Mato Grosso está localizado na antiga Residência dos Governadores (Rua Barão de Melgaço, 3565, Centro)
Entrada franca
Informações 65 3025-3221
                     65 98425-1443 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Nova exposição: A Casa do Parque traz Extremos, de Tania Pardo, Abertura nesta quinta-feira (16/07)


As belezas de nosso Estado são fonte de inspiração na vida da artista plástica, Tania Pardo. O resultado de toda essa criatividade foi uma nova técnica artística para confecção de suas obras e uma exposição de encher os olhos e a alma. A Casa do Parque lança na próxima quinta-feira (16.07), às 19h, a exposição "Extremos da Riqueza Mato-grossense: Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica", de Tania Pardo.

A mostra reúne 20 obras inéditas, cinco obras que participaram de exposições fora do país e mais duas que foram premiadas em outras exibições. Esta é a primeira vez que a artista expõe na Casa do Parque. "Desde a inauguração da casa, tive vontade de mostrar meu trabalho. Agora que consegui, vejo essa oportunidade como um privilégio", conta.

"Vi muita poesia no trabalho da Tania, enxerguei nuances dos jardins de Monet em algumas das suas obras... A arte dela se torna ainda mais especial por ser criada com as pontas dos dedos. 'Extremos' dialoga de forma perfeita com nosso espaço e será uma exposição memorável", disse a idealizadora da Casa do Parque, Flavia Salem.

Tania sempre teve a arte em sua essência. Apesar de ser formada em Letras pela Universidade de Marília e ter lecionado durante alguns anos, confeccionava artesanato. "Mas eu sempre tive o desejo de pintar".

A pintura entrou em sua vida antes mesmo de chegar em Mato Grosso. Natural de Tupã-SP (435 km de São Paulo), a artista tomou gosto pelas artes em Bauru, onde morou alguns anos de sua vida. Foi a visita a algumas exposições e a procura por cursos nesta área que a levaram para aquela que seria sua carreira profissional atual.

Mas foi a mudança para Mato Grosso que a fez encontrar sua grande inspiração: a flora mato-grossense. Morou em Cuiabá, Sinop e atualmente reside em Rondonópolis. E a mudança de uma cidade para a outra a fez mudar também a técnica utilizada para suas obras.
 
"Eu sofri muito com a mudança de Sinop para Rondonópolis. E como forma de me reinventar e de expressar esse sentimento, decidi usar as mãos e a ponta dos dedos para pintar. Quanto maior a liberdade de um artista, melhor sua expressão", completa a artista.

Tal técnica levou Tania a expor suas obras em galerias e mostras de diversas cidades do mundo, como Paris, Roma, Dubai e neste ano em Londres, onde foi premiada com uma medalha de bronze. "O mais importante dessa experiência é o intercâmbio cultural. Tenho a oportunidade de levar as belezas e a cultura de Mato Grosso para pessoas de outros países", destacou.


Ainda na opinião da artista, sua exposição tem um forte apelo para a preservação ambiental e cultural de Mato Grosso. "Dos seis biomas brasileiros, somos um estado privilegiado com três deles. Minha arte também é uma maneira de reforçar a necessidade de preservarmos essas riquezas, para que nossos filhos, netos e bisnetos possam desfrutá-las futuramente", completou Tania Pardo.

SERVIÇO


O quê: Lançamento da exposição "Extremos da Riqueza Mato-grossense: Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica", de Tania Pardo

Quando: Na próxima quinta-feira (16 de julho), às 19h
Onde: Na Casa do Parque, Rua Marechal Severiano de Queiroz, Nº 455, bairro Duque de Caxias, Cuiabá, (fundos do Parque Mãe Bonifácia)
Período: De 16 de julho a 22 de agosto
Entrada franca