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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Resenhas do Palco Giratório 2013 "O Malefício da Mariposa" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht

AVE LOLA! 
        A presença da Ave Lola (Curitiba-PR) no Palco Giratório 2013, no sábado dia 26/05, com o espetáculo O Malefício da Mariposa elevou o termo no que tange a manipulação de bonecos. Utilizando a técnica do Bunraku, o grupo apresentou uma fábula de Federico Garcia Lorca sobre o malefício do amor e a maldade dos poetas, que revelam sentimentos que podem ser perigosos para os insetos (e não só para eles). Uma poética reflexão sobre a característica natural do amor, que “atinge a todos com a mesma intensidade”, quer sejam humanos, quer sejam insetos. Na fábula do poeta espanhol, Curianito se apaixona por uma mariposa encantada. Por algum motivo que não vem ao caso, Curianito estaria sentenciado à morte caso insistisse nesse sentimento. Temendo por sua vida, sua mãe, com a ajuda de uma ‘doutora’, tentam dissuadir o inseto-poeta de sua paixão, empurrando Curianito para os braços de uma insetinha rica e perdidamente apaixonada por ele. Nada funciona e Curianito acaba por escolher o amor, em detrimento da própria vida. A técnica corporal dos atores é ótima, por vezes se aproximando de algo que lembra a técnica do Kabuki (teatro japonês). Suas ações corporais foram estudadas através da observação dos movimentos dos insetos que o conto cita. Mesclando manipulação e atuação, os atores revezavam entre a manipulação e as vozes dos bonecos. A encenação que inicia com um prólogo em espanhol com direito a tradução simultânea, deixa a desejar no quesito entendimento da narrativa. Apesar de ser de fácil entendimento e dedução, o espanhol e a narrativa poética não proporcionaram uma boa compreensão do espetáculo, que encanta pelos figurinos, luz, música e a manipulação dos bonecos.  O ponto alto é uma quebra, muito bem feita, em que uma das personagens/boneco sai do controle e pára o espetáculo, pedindo para conversar com a diretora. Um momento ímpar, principalmente pela maestria com que foi executado. O grupo mostrou preocupação com um teatro de qualidade, que valoriza a poesia e o preciosismo técnico. Marcou presença, sem dúvida.
Juliana Capilé e Tatiana Horevicht

CIA PESSOAL DE TEATRO
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Resenhas do Palco Giratório 2013 "AS AVENTURAS DE UMA VIÚVA ALUCINADA" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht

Mamulengo de Sergipe 
         O grupo Mamulengo de Cheiroso, de Aracaju (SE) apresentou-se na sexta feira (24/05) nos jardins do SESC Arsenal, representando a cultura popular nordestina no Festival Palco Giratório 2013 em Cuiabá. O texto As Aventuras de uma Viúva Alucinada tem a assinatura do renomado mestre mamulengueiro Januário Oliveira, o Janú e traz a marca do teatro popular de bonecos do nordeste: o improviso. O eixo principal da história conta o desespero de uma viúva à caça de um marido para ajudá-la a criar os três filhos; no afã de encontrar um “homem”, ela se envolve até com o Diabo, que a leva para o inferno. Quem salva a viúva e a história é o compadre Cheiroso que acaba ficando como herói e pretendente. O jogo cênico inclui brincadeira com a plateia, com os funcionários do SESC, inserções sobre a cidade e muita música. A manipulação é bem simples, com pouco apuro técnico e sem grandes momentos. Os bonecos também são confeccionados de forma bem simples. O teatro popular de bonecos é basicamente uma brincadeira; sua marca é a animação. Tradicionalmente a brincadeira de mamulengo é um pouco mais “pesada” do que o que vimos no jardim do SESC; as brincadeiras eram ainda de cunho sexuais, mas nem tanto. Só ficou no jogo de um agarrar o outro, da viúva querer um homem senão é capaz de agarrar o padre, um chamando o outro de feio e a dancinha do “lek lek lek”. A música, executada ao vivo foi empolgante; posicionados atrás do pano, os músicos marcaram presença com sanfona, azabumba e triangulo, pontuando a história. As pesquisas com a cultura popular, muito presente no teatro contemporâneo, são bastante interessantes quando se busca trabalhar as questões locais, ampliando esse entendimento para questões universais. No caso do espetáculo de Sergipe, a maior contribuição foi o registro de uma cultura, rica e divertida, mas nada mais do que isso.
Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
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sábado, 18 de maio de 2013

Resenhas do Palco Giratório "Boi, da SerTão" e "O Miolo da História, da Santa Ignorância" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht



Dois monólogos trabalharam a temática do boi nessa quarta e quinta-feiras no Palco Giratório. Na quarta (15/05) conferimos o Boi, da SerTão Teatro Infinito Cia. (GO), com direção de Hugo Rodas e atuação de Guido Campos Correa, que contou a história de Zé Argemiro e sua paixão pelo boi Dourado; um amor tão grande que deixa sua esposa Das Dores muito enciumada a ponto dela resolver matar o animal para libertar seu marido do ‘feitiço’. A solução final de Das Dores surte efeito contrário e acaba por transformar Zé Argemiro num boi. O conto, trabalhado de forma narrativa e marcações poéticas é permeado por enxertos carnavalescos que quebram com a narrativa numa mudança brusca de apolíneo para dionisíaco, numa ação que o ator chamava de “momento interativo do espetáculo”. Nesses momentos interativos o ator conversava com a plateia sobre assuntos nada relacionados ao drama de Argemiro, numa atitude “escrachada”, como ele mesmo classificou, em clara referência dionisíaca. Ao longo da narrativa, vários momentos de virtuosismo, onde o ator dança e canta. As máscaras de boi promovem um efeito enriquecedor, lembrando ora Minotauro, ora a figura do diabo dos brincantes. A mistura desses elementos todos, dionisíaco, apolíneo, narrativo, carnavalesco, regional e brincante, conferem um tom bagunçado, como a junção da poesia que há no amor de um homem por um boi ao som da música do ABBA. Com essa mistura a montagem enxerga uma “relação gay” entre Argemiro e o boi Dourado, abordando  não pelo sentimento homoafetivo ou zooafetivo, mas pela carnavalização referenciada pela música disco e o exibicionismo do ator. O efeito não foi de mistura, e sim de colagem, pois uma linguagem não conseguiu correspondência com a outra. É a eterna briga entre o apolíneo e o dionisíaco.

Já o outro monólogo da quinta-feira (16/05), dia de chuva e Bulixo, foi bem mais coerente. O espetáculo O Miolo da História, da Santa Ignorância Cia. De Artes (MA) conta o dilema de João Miolo, um pedreiro que também é brincante de Bumba-Meu-Boi. João é miolo, ou seja, responsável por mexer o corpo do Boi durante a brincadeira, e sonha em ser cantante e por fim deixar de estar escondido pela pele do boi, podendo ser visto e reconhecido. Acontece que o talento de João é ser miolo; é o que faz de melhor. Inconformado com a pouca exposição, João se revolta e deixa a boiada, mas quando se machuca na construção, precisa retomar sua relação com São João Batista e seus correspondentes no sincretismo religioso. Novamente a figura do brincante aparece no Palco Giratório, trazendo uma relação contemporânea na cena. Neste espetáculo o corpo do ator Lauande Aires executa o tempo todo, passos do Boi; a dança, o gestual, o ritmo. Lauande também é responsável pela direção e texto, o que centraliza nele a narrativa da história. Em alguns momentos ficamos um tanto perdidos na regionalização, mas o espetáculo consegue universalizar se concentrando na vontade de João em ocupar uma posição de maior destaque na brincadeira. A atuação intercala momentos narrativos com a dramatização dos personagens, que escorrega um pouco na dosagem dramática, um tanto carregada. O cenário abstrai um pouco mais utilizando objetos da vida de João, como os instrumentos do trabalho na construção civil e sua identidade de brincante. Bonito efeito quando o carrinho de mão se transforma no corpo do Boi e João sai dançando com ele. Outro ponto alto é a imagem da bicicleta que João pedala todos os dias para o trabalho, feita de peneiras como rodas, presas no alto de uma escada de pintor.
A importância de um circuito como o Palco Giratório é justamente fazer chegar a diferentes públicos, espetáculos de diferentes registros e modalidades. Ver um espetáculo de Goiás ou do Maranhão nos possibilita uma visão mais alargada do panorama da produção cênica da Brasil e prova que nosso país possui diversidade cultural e artística. Apesar de termos a sensação de que os espetáculos seguem um fluxo semelhante, muito próximos da performatividade e das influências do teatro contemporâneo, percebemos que cada espetáculo tem uma linguagem e uma forma de corresponder a essas influências. Essa multiplicidade de gêneros e abordagens temáticas são só a pontinha do iceberg que é a grandeza do teatro brasileiro. Acompanhe os espetáculos do Palco Giratório e não perca essa chance de conhecer um pouco mais do panorama das artes cênicas no Brasil.
Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
 CIA PESSOAL DE TEATRO
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Resenha do Palco Giratório "CAETANA" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht



CAETANA, DE PERNAMBUCO

No sábado (11/05) recebemos em Cuiabá o já aclamado espetáculo Caetana, da Duas Companhias (PE), no circuito nacional do Palco Giratório 2013. O espetáculo conta a história de Benta, uma rezadeira despachadora de almas que tem seu encontro com Caetana, a morte, e procura adiar sua partida. Quando chega do outro lado da vida, Benta encontra com as almas que despachou e acaba por concluir que não é tão ruim assim fazer a tão fatal travessia.  A montagem apresenta forte ligação com o Movimento Armorial, liderado em Pernambuco por Ariano Suassuna, que consiste na elaboração de uma arte que mistura o erudito e o popular. O texto trabalhado em ritmo de cordel também faz referência ao Armorial, bem como a sonoridade de pífano, o figurino confeccionado com trapos, o contexto mítico dos temas e a manipulação de bonecos. Além desse registro, Caetana indica uma busca em universalizar elementos do popular nordestino quando acrescenta a figura do palhaço neste contexto. O espetáculo inicia com os arquétipos de Eros e Tanatos, com a luta entre a Vida e a Morte, dando origem ao ciclo vida-morte-vida regida pelo Sagrado Feminino, e que fez nascer o mundo como o conhecemos hoje: os vivos de um lado e os mortos de outro. A referência ao mito é bastante forte e serve de prólogo para a entrada de Caetana, que fixa a história no contexto nordestino, traduzindo o medo universal e o misturando à realidade da caatinga e da cultura pernambucana. A utilização do nariz de palhaço traz uma leveza ao tema e a manipulação de bonecos comunica à criança que mora dentro de cada um. O cenário trabalhou com panos translúcidos, que foram pouco utilizados no espetáculo, com peças avulsas de uma história, como candeeiros de querosene, um banquinho e a garrafa de cachaça de Benta. A entrada e saída constante de cena, enfraqueceu a narrativa, tornando tudo um tanto confuso com a manipulação dos bonecos. A excelente atuação de Fabiana Pirro no papel de Caetana, e Lívia Falcão como Benta, comunica o suficiente o que torna os bonecos desnecessários. A mistura das linguagens é sempre muito delicada e nem sempre agrada. Mas essa relação entre o universal e o regional é uma mistura que dá certo, e o espetáculo encantou a quem teve a oportunidade de assisti-lo. Não perca a chance de assistir os espetáculos do Palco Giratório e conhecer um pouco mais do panorama teatral brasileiro!
Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
CIA PESSOAL DE TEATRO
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Resenha do Palco Giratório "AMOR CONFESSO" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht


BEM CASADOS!

A Cia. Falácia (RJ) trouxe dois espetáculos ao Palco Giratório, Amor Confesso, com contos de Artur de Azevedo, e A Nova Ordem das Coisas, inspirado no texto ‘A Igreja do Diabo’, de Machado de Assis.Na quinta-feira (09/05), tradicional dia de Bulixo no SESC Arsenal, assistimos ao Amor Confesso dos atores Claudia Ventura e Alexandre Dantas. Uma hilariante comédia que brincava com o casamento se utilizando de contos de Arthur Azevedo. Coincidência boa este espetáculo ser apresentado bem no dia em que as famílias cuiabanas lotam as varandas do SESC, pois a brincadeira era justamente: casar ou não casar? Os atores, casados na vida real, utilizam suas experiências pessoais para pensar, com a ajuda da plateia, se continuam juntos e realizam a cerimônia do casamento depois da peça, ou se é melhor deixar pra lá esse negócio de casamento, que só dá errado. Com a leveza peculiar à comédia carioca, Claudia e Alexandre conversam com a plateia, brigam, discutem sua relação e investigam seu casamento contando as histórias de Arthur Azevedo, uma após a outra, carregadas de traições e desacertos. Para manter a montagem em consonância com sua fonte, os atores mantém a linguagem utilizada nos contos, de um português rebuscado e arcaico com expressões típicas da época, e ainda brincam com vários sotaques em referência à população carioca do período, que advinha de todo canto do Brasil e do mundo.  De acordo com a história de vida do casal, Arthur Azevedo é considerado ‘padrinho’ de casamento dos atores, pois foi em um ensaio de uma peça dele que o casal iniciou o namoro. Nada mais justo, portanto, que seja em uma peça do mesmo autor que devam iniciar o casamento! Seria uma empreitada mais simples não fosse o teor dos contos do autor, que só falam de traição e não tem final feliz. Com as risadas incentivadoras da plateia, o casal supera os contos e reafirmam seu casamento, como já era de se esperar. Novamente vemos o jogo de ‘leva e trás’ entre a ficção e a realidade, bem típica do teatro contemporâneo, e no caso desta montagem, com uma camada a mais: um modo de atuação que se relaciona com o formato defendido pelo autor dos contos. Além de divertida, os atores utilizam uma interpretação inspirada no teatro de revista, consolidado por Arthur Azevedo no final do século XIX e início do XX; a fala rápida e naturalista, a triangulação com a plateia (falo olhando para a plateia e depois olho para quem me ouviu, e vice e versa e versa e vice), o tom cômico e alto e os temas fáceis e marcações que reforçam o discurso.  Este gênero se utilizava da comédia de costumes como referência textual, dramaturgia que Arthur Azevedo era mestre, e se concentrava na cultura urbana carioca, seus costumes e seu cotidiano, desenvolvendo uma modalidade jornalística que servia para colocar a cidade à par dos eventos sociais. O escritor sustentou sua numerosa família vivendo da comédia e qualquer semelhança com o stand-up atual, não é mera coincidência. Mas, vale dizer que o espetáculo que vimos não pertence ao gênero stand-up, apesar de semelhante; a Cia. Falácia apresenta uma pesquisa cênica a partir dos contos de Arthur Azevedo, que consolidou a comédia de costumes, que por sua vez inspirou a comédia atual.   O ótimo jogo entre os atores e suas interações com a plateia são o ponto alto do espetáculo. De maneira fluídica e rápida, os atores transformam as informações dadas pelos espectadores em texto e neste jogo dão aula de improviso e comédia. A química entre os atores é nítida e fica muito claro que este casamento deu certo. Ao menos, no palco!  A diretora Inez Viana conseguiu criar um paralelo simples e eficiente entre o casal e os personagens. É bem verdade que o número de contos poderia ser menor, mas talvez o amor ao padrinho os proíba tal corte.  Na cenografia, duas cadeiras tão brilhantemente utilizadas pelos atores que tornou desnecessária o fraque e o vestido de noiva que tomavam as laterais do palco. A participação do músico Roberto Bahal mostrou que músico também sabe atuar, e ator também sabe cantar. Um brinde ao riso e vida longa à Arthur Azevedo!

Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
CIA PESSOAL DE TEATRO


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Resenha do Palco Giratório "LUÍS ANTÔNIO GABRIELA" por Juliana Capilé e Tatiana Horevicht


GABRIELA DE NELSON 
A Cia. Mungunzá (SP) baixou em Cuiabá, no sábado (04/05) com o premiado espetáculo Luís Antônio Gabriela, vencedor do Premio Shell de melhor direção, uma das mais importantes premiações das artes cênicas do Brasil. Mesmo sendo cansativo para alguns, os espectadores saíram tocados com a história de Gabriela, nascida Luís Antônio, em uma família santista, interior de São Paulo na década de 60. Viveu a infância e juventude entre o amor e o desprezo da família, por ser homossexual. Adotado por seu pai verdadeiro e a esposa do pai, foi o mais velho de seis irmãos entre eles Nelson Baskerville, diretor e propositor do espetáculo que divide a dramaturgia com Verônica Gentilin.  Idealizado no formato de teatro documental, ou biodrama, o espetáculo não poupa em detalhes sórdidos da história de Gabriela e sua família, escancarando sem pudor segredos como o aliciamento de Luís Antônio contra os irmãos mais novos, as brigas em família, as traições, as ignorâncias e o desprezo. Nelson, o diretor do espetáculo, foi aliciado pelo irmão durante sua infância e na fase adulta se recusa a vê-lo.  Luis Antônio resolve “viver sua vida”, assumindo sua homossexualidade e recorrendo às drogas, bebida e silicones, realizando inúmeras cirurgias de mudança corporal para conseguir enfrentar suas dificuldades e sua solidão. Seu estilo de vida acaba levando-o à morte, sem ter  a chance de falar com seu pai antes de morrer e sem receber o perdão de seu irmão, Nelson.  A montagem trabalha com este material potencialmente inflamável e não suaviza nem um pouco antes de apresentá-lo.  Utilizando recursos áudio visuais, com câmeras em cena que recortam a imagem dos atores, define uma perspectiva para encarar a história, além de cenas gravadas que reforçam a veracidade dos fatos e documentam os depoimentos. Numa opção pelo grotesco, a direção expõe o coração, às vezes literalmente, rasgando a fragilidade dos personagens; tudo em uma atuação performativa, com atores ora representando a si mesmos e sua opinião “pessoal”, ora representando um dos personagens da trama. Esta opção, bem cara ao teatro contemporâneo, serviu de silicone e cílios postiços para uma história geneticamente melodramática. Isto é especialmente interessante: o espetáculo é um melodrama travestido de performativo, tal como o personagem principal, que nasceu geneticamente homem, mas se define mulher. Para conseguir não apagar os traços melodramáticos de sua história, a direção se utiliza deste grotesco e de muito sarcasmo, brincando com as alegorias do enredo. Três cenas foram particularmente chocantes: a violenta surra do Pai em Luís Antônio, a masturbação explícita de Luís e o estupro sofrido por Nelsinho, praticado por Luís. Muito violento, mas necessário; fazia parte do material bombástico trabalhado pelo grupo e não poderia deixar de ser diferente. Desejamos não ver essas cenas, da mesma forma que desejamos que elas não tivessem acontecido; nem com esta família e nem com ninguém. Mas aconteceu, e a Cia. Mungunzá conta como isso aconteceu, lembrando que este pensamento fez parte de uma época “que para gostar de homem o sujeito tinha que ser mulher”, registrando o preconceito e a intolerância que um travesti ou transexual precisava passar, e que, infelizmente, ainda enfrenta nos dias de hoje. A dramaturgia é uma costura de vários depoimentos dos personagens reais, além de enxertos dos próprios atores, trabalhada durante improvisos nos ensaios. O único ‘porém’ foi termos assistido o espetáculo em palco italiano, mas sabemos que a escolha pela troca de espaço, que inicialmente seria no Salão Social do SESC, em formato de arena e com o espectador mais próximo, foi motivada pela consciência de possibilitar que mais pessoas pudessem assistir, já que foi uma única apresentação. Assistir o espetáculo frontalmente deixou a desejar, já que era uma profusão de informações e objetos e ações em forma de cenário e ação cênica, que o palco italiano não permite que o espectador tenha a possibilidade da fruição desse subliminar texto, que é o espaço. Mas acredito que foi necessário; gostando ou não, saímos tocados por Gabriela, Nelson e o poder de experienciar um espetáculo performativo desta intensidade. Palmas ao Palco Giratório que proporciona este tipo de experiência.

TATIANA HOREVICHT E JULIANA CAPILÉ
CIA PESSOAL DE TEATRO

sábado, 11 de maio de 2013

Resenha do Palco Giratório "O Fantástico Circo-Teatro de um Homem Só" por Juliana Capilé



O FANTÁSTICO CIRCO HUMANO

Passou pelo Palco Giratório 2013, na sexta-feira (10/05)o monólogo O Fantástico Circo-Teatro de um Homem Só, da Cia Rústica (RS), interpretado pelo ator Heinz Limaverde. Quem foi para ver um espetáculo convencional de palhaço pode ter se decepcionado bastante; o monólogo é um espetáculo sobre o palhaço e não com ele. Ou ainda, sobre a existência humana, com toda sua aberração, sua persistência e sua solidão. No picadeiro/ palco, a história de um ator se mistura com suas criações e com a própria história do circo, revelando nossa semelhança com a mulher-barbada, o leão dançarino, a vedete ou o palhaço: somos também solitários e cá estamos tendo que se virar no picadeiro da vida.  A história de vida do ator serve de linha condutora onde a história do circo é contada. A poesia se mistura com a gag numa junção que poderia ser imiscível, mas que passa a ter sentido quando se trata de um personagem que saiu do Crato, interior do Ceará e foi morar em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A fantástica solidão de quem busca outras terras. O rapsodo, esta tendência de utilizar elementos biográficos dos criadores nas obras, reforça bastante a identificação do ator com o discurso e é uma das características do teatro contemporâneo. Para o trabalho do ator, esta característica torna a função muito mais complicada: na atuação, o discurso distanciado segura a concentração, e a auto identificação joga a concentração nos ares; é comum o ator perder, tropeçar ou simplesmente errar o texto quando o que ele está dizendo está muito próximo dele mesmo. O medo humano da rejeição e do ridículo pode superar qualquer técnica de ator. Em contrapartida temos uma atuação muito mais potente, carregada de emoção e presença, com o ator emocionado em rever sua própria história. Vimos um exemplo disso com Heinz, que se emociona realmente com o bonequinho que o representa nas mãos. A questão crucial do rapsodo é, sem dúvida, o perigo da auto referência se tornar um depoimento existencial, afinal, a nossa história não tem nada de interessante para ninguém, até que se prove o contrário. O teatro exige o excesso, o extra, no trágico ou no cómico. Ficar no meio do caminho é chover no molhado. O blasé, o comum e o cotidiano, se tornam bem pouco teatral se não possuem essa lente de aumento que é o conflito entre oposições. O ator correu este perigo várias vezes (quem não correria?), quando dava uma carga muito dramática a trechos banais, não assumindo nem a tragédia e nem o ridículo da própria existência. A dramaturgia assume tanto a tragédia quanto a comédia da vida de Heinz, opondo, o tempo todo, o trágico e o cômico da solidão. A colaboração dramatúrgica e a direção de Patrícia Fagundes oferece o olhar da alteridade que toda obra necessita para se tornar universal, compensada com o prêmio Açorianos 2011 (da Secretaria Municipal de Porto Alegre) de melhor direção. Receberam no mesmo ano o prêmio de melhor figurino, que, realmente, é muito bom; além de caracterizar perfeitamente a situação e os personagens, obrigação máxima de todo figurino, consegue fornecer um tom sépia a toda aquela memória, se misturando com a cenografia e fornecendo um ar antigo, vintage, dos circos dos anos 1920. Ponto alto é o momento da vedete dançarina e cantora, que Heinz interpreta muito bem, com boa corporalidade e boa voz; um momento virtuosístico. Mas o que me chamou a atenção foi o palhaço Azia que conseguiu, em um dos depoimentos mais curtos, mudar o tom do espetáculo; sozinho o personagem consegue o ponto al dente do sarcasmo, da acidez e da dor do ator autobiografado. Azia é um palhaço chato, que não entende por que os palhaços precisam de nomes “fofinhos” e não acha nada engraçado a vida que leva: eis aí a autocrítica que faltava, assumidamente simples. É um espetáculo para ser visto de perto, poderoso, com forte tom confessional e com um grande ator. Grande por fora e por dentro.
JULIANA CAPILÉ (Colaboração de Tatiana Horevicht)
CIA PESSOAL DE TEATRO
Integrante do Coletivo à Deriva


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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Resenha do Palco Giratório "A NOVA ORDEM DAS COISAS" por Juliana Capilé



OS DOIS LADOS DE UMA MESMA COISA
O espetáculo desta quarta-feira no Palco Giratório foi o monólogo “A Nova Ordem das Coisas”, da Cia. Falácia (RJ), baseado no conto de Machado de Assis “A Igreja do Diabo”; que mostra um Diabo cansado de atuar no varejo e decide fundar uma igreja. Novas leis são criadas, mais naturais e mais divertidas de serem seguidas, a partir do desvirtuamento de leis já instauradas na igreja de Deus. Tudo ia bem para o Diabo até o momento que ele vê seus fiéis infringindo as leis de sua igreja para fazerem o bem. Machado de Assis acreditava que nenhum lado deve ser o verdadeiro: ninguém é de todo bom e nem de todo mau. Assim como fazemos o mal por um impulso, também podemos fazer o bem por uma inclinação natural de nossa espécie. Como prega o conto de Machado, o espetáculo, dirigido por Claudia Ventura com atuação de Alexandre Dantas pode ser visto de duas maneiras: ou é um espetáculo divertido, brincalhão, e leve ou é um tanto acomodado, com uma direção permissiva e uma atuação um tanto mecanizada. Se formos escolher a visão do Diabo, vemos que a dramaturgia não colocou e pouco tirou do que Machado escreveu não se preocupando com um tratamento mais acurado do texto; mas, se escolhermos as leis da igreja de Deus, vemos que a montagem foi fiel ao conto machadiano, buscando inserir num contexto moderno as críticas do começo do século XX. Mantendo a benevolência poderíamos dizer que o espetáculo conseguiu divertir os espectadores dando leveza para um texto denso; mas se nos deixarmos levar pelo impulso do tridente, diríamos que a comicidade naturalista beirou ao stand up, muito próximo dos códigos televisivos de comédia. O ator está tão acostumado com o espetáculo que a mecanização dos movimentos afoga o texto, tornando tudo uma massa inaudível e incompreensível, interrompida vez ou outra por uma brincadeira de auditório. Além disso, houve muitos enxertos desnecessários, como longos solos de violão. Mas tudo isso pode ser esquecido e perdoado se deixarmos as leis de Deus invadir nossos corações, já que todos somos bons e maus. Independente de qualquer opinião técnica, o espetáculo divertiu o público presente que encheu o teatro do SESC Arsenal em plena quarta-feira, rindo, disposto e entregue à diversão. Por este feito a Cia Falácia merece o apreço de Deus, e a benevolência do Diabo. Estão juntos desde 2008, com a criação deste espetáculo e trazem para o Palco Giratório mais uma peça, que será apresentado na quinta-feira, “Amor Confesso”, a partir de oito contos de Arthur Azevedo. Uma comédia bem recomendada nacionalmente. Não perca os espetáculos do Palco Giratório que prometem inflar a cidade com produções nacionais e locais, fornecendo um panorama da produção cênica do país. A entrada é só um litro de leite longa vida, ou R$ 3,00! Nos encontramos lá.
Juliana Capilé
Cia Pessoal de Teatro
Integrante do Coletivo à Deriva

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Resenha do Palco Giratório "DE PAI PARA FILHO" por Juliana Capilé


DE PAI PARA FILHO

O Palco Giratório 2013 inicia com o espetáculo “O Filho Eterno”, da Cia Atores de Laura (RJ). O monólogo escancara a alma de um pai que se debate para aceitar a existência do filho com Síndrome de Down. A surpresa, a revolta, a culpa e a vergonha; tudo revelado sem o menor pudor. O choque em ouvir o ponto de vista mais cruel é atenuado pelo discurso em terceira pessoa, levado com muita competência pelo ator Charles Fricks, que narra ao mesmo tempo em que executa a ação, o que revela o distanciamento do personagem Pai em relação ao seu filho inesperado e indesejado: Felipe, o único nome revelado na história. Esse efeito de distanciamento, calcado nos estudos de Bertolt Brecht, também sugere que o ator-narrador está apontando para a história que narra, revelando seus pormenores, segredando ou acusando, mas acima de tudo, expondo o personagem para a plateia. O espetáculo tem esse tom confessional e transforma os espectadores em cúmplices, e executando nosso papel, engolimos em seco as ofensas preconceituosas e quase hitleristas disparadas contra a criança recém-nascida, na esperança de que uma hora ou outra esse Pai vai entender. Variamos entre a piedade e a identificação. Ouvimos a versão da ciência sobre os portadores da Síndrome de Down e junto com esse diagnóstico, todo tabu da inteligência perfeita e apropriada. Como o espetáculo parte da história se passa nos anos de 1980, constatamos o quanto nossa sociedade pouco sabia sobre pessoas diferentes e o quanto tantas famílias sofreram com isso, fato que empurra a montagem para o teatro-documentário, ou biodrama. Outra característica de biodrama é o fato de que a história se baseia no livro autobiográfico de Cristóvão Tezza, apesar de o autor preferir que sua obra seja recebida como romance. Biodrama ou não, o espetáculo assim como o livro, ganha por se concentrar no problema e não na solução. Aquele Pai que estava na nossa frente assumia para si toda a ignorância do mundo, pois era ele quem se debatia buscando a aceitação. Bastante interessante o jogo de espelhos da realidade de Pai e filho; desde o início o Pai se revela um “sustentado pela mulher, em todos os sentidos”, desempregado, sem maiores competências. Como escritor fracassado, se defendia do que não podia suportar com um comportamento piadista e falsamente alegre. Ele mesmo se mostra como um desajustado socialmente, e ri disso muito facilmente. Semelhante a uma fita de Moebius, essas características são as mesmas que o incomodarão no filho; sua preocupação será com a incapacidade do filho de arrumar emprego, sua dependência, sua fraqueza física, sua despreocupação, e sua alegria. O que o incomoda no filho é justamente a semelhança com ele mesmo; é o reconhecimento de que Felipe é uma nova versão de sua própria pessoa. A montagem reforça uma visão científica carregada de preconceito, salientando que “no final dos anos 80 ninguém sabia o que era Síndrome de Down; chamavam de mongoloide”, cheia de impropérios que soavam como verdade para o Pai, que não consegue oferecer uma segunda opinião. Fica a encargo do espectador deixar minar a outra verdade sobre os portadores da Síndrome de Down, a outra verdade sobre Felipe. Impassíveis, deixamos o Pai se debater, e como Felipe, recebemos toda a intolerância que ele tem para nos atirar. A direção de Daniel Herz é de uma simplicidade desconcertante, colocando em cena apenas o Pai “sozinho, como sempre esteve na vida” e uma cadeira, que representa a única pessoa que realmente importava em sua vida: ele mesmo. No final o palco recebe mais uma cadeira; é Felipe finalmente aceito.  A iluminação é cirúrgica, pontuando precisamente os efeitos do ato de se debater, mas não revela nada além da confissão da personagem. Aliás toda montagem se concentra nesta confissão estertorada, impedindo a distração da platéia, que sai com uma sensação de que o que não podemos mudar acabamos por nos acostumar e aceitar, como este Pai e seu Filho Eterno.
Juliana Capilé
CIA PESSOAL DE TEATRO
Integrante do Coletivo à Deriva

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fuzuê das Artes na Festa dos Excluídos, o memorável aniversário de Cuiabá!

foto: Rosylene Pinto
O Blog Fuzuê das Artes (Rosylene Pinto) não poderia ficar de fora e esteve presente na Festa dos Excluídos, na noite de segunda-feira (08/04), o evento aconteceu da união dos Artistas para realizar um Evento Cultural para contrapor o evento oficial organizado pela Prefeitura de Cuiabá em comemoração ao aniversário da cidade, evento que causou indignação a nós artistas local, com a programação criada pela Prefeitura e os gastos que foram feitos com artistas que não representava nem um pouco a Cultura local.  

Contrapondo a tudo isso, festejamos o verdadeiro aniversário de Cuiabá na Praça da Mandioca – Os Excluídos, que foi organizado em poucos dias, e aconteceu graças à articulação feita por artistas e produtores culturais e a ajuda de um empresário que atua na área de shows, com sonorização e iluminação, que cedeu seu equipamento gratuitamente, e fizeram desta comemoração uma noite memorável, a tradicional Praça da Mandioca ficou lotada de pessoas que estavam ali para festejar os 294 anos de Cuiabá, com muita música, poesia, Artes plásticas, teatro, projeções fotos/vídeos, varais e principalmente muito amor por nossa Cultura. As pessoas dançaram, cantaram, festejando juntos nossa Cultura. Todos os artistas que ali passaram no palco mandaram muito bem e fizeram do evento de protesto uma grande festa que a meu ver deve fazer parte do calendário de comemoração dos aniversários da nossa Cidade. Adorei o Evento e parabenizo a todos os evolvidos na organização.
JUNTOS SOMOS FORTES!

Confira algumas fotos que fizemos pra vocês:
 
 
 
 
 
 
 
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Por: Rosylene Pinto

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CHORO DA ALMA

foto: Rosylene Pinto
Estivemos na última sexta feira (10/02) no teatro do Sesc Arsenal, assistindo o espetáculo "CHORO DA ALMA", espetáculo este, contemplado pelo Ministério da Cultura em 2010, através do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, idealizado e produzido pela Digoreste Produção Cultural. “CHORO DA ALMA” é uma releitura poética da Dança do Chorado baseada na história, nos lamentos e nas lembranças do povo vila-belense, que preserva esta dança como um dos maiores símbolos de sua vitória pela liberdade. Segundo os produtores a concepção do espetáculo foi baseada no registro presente em livros e obras audiovisuais, mas principalmente pelo registro feito pela equipe, através de depoimentos e imagens coletadas durante a tradicional Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade.  A Dança do Chorado, ainda hoje preservada e cultuada pelos vila-belenses, originalmente foi o instrumento encontrado pelas negras escravas para persuadir os senhores a amenizarem os castigos dados a seus familiares. Um dos principais elementos do Chorado é a garrafa de kanjinjin equilibrada na cabeça pelas dançarinas. Segundo as dançarinas do Chorado, o elemento foi incorporado à dança recentemente, na década de 80 para 90.
O Espetáculo foi produzido e formado por Edilberto Magalhães, Karina Arruda e Milene Motta. Fábio Alino, Edilberto Magalhães e Lívia Amorim são os bailarinos que dão vida ao espetáculo que utiliza artigos religiosos, corda, porta cênica, garrafas e projeção audiovisual em sua construção. A interação entre os bailarinos e os elementos cênicos carregados de simbolismos foram os aspectos fundamentais para a incorporação da essência da dança tradicional. A trilha sonora do espetáculo foram compostas por canções de Milton Nascimento, poesia de Solano Trindade e outros, proporciona vivacidade ao espetáculo que se baseia na história existente por trás da dança. Espetáculo belíssimo que transmite uma grande emoção a plateia. Vale a pena!!
 Veja fotos do Espetáculo que registramos especialmente pra vocês:















Fotos: Rosylene Pinto


Veja mais:


Por: Rosylene Pinto

domingo, 27 de novembro de 2011

RUSGA Experimento cênico inspirado em episódio da história de Cuiabá

Estivemos ontem 26/11, no espetáculo RUSGA com a Confraria dos Atores, deparamos com um maravilhoso espetáculo com dramaturgia própria, com criação coletiva, onde assistimos e participamos de uma experiência única, uma trama onde os personagem de forma misturada e emaranhadas, mostram-se alternadamente os acontecimentos que ocorreram na RUSGA, episodio que teve como cenário a Cuiabá de 1831, no dia 30 de maio.   A confraria dos Atores (Benone Lopes, Emanuel Vitor, Karina Figueiredo, Jan Mauro e Talita Figueiredo) apresenta um processo cênico proporcionando a inteiração entre o ator e a plateia, um processo muito interessante, os atores leva ao publico a descoberta de uma ralação de troca levanto a todos a se questionar sobre o tema provocador a RUSGA, essa inteiração essa troca é uma caraterística muito marcante dessa Companhia de Teatro, que prende o espectador do começo até o fim, o nos faz viajar no experimento cênico abordado. Adorei o espetáculo e recomendo, hoje (27/11) ainda da tempo de ver a ultima apresentação dessa temporada.
Data: 27 (domingo) de novembro
Local: Museu de Arte Sacra - 20h
Ingresso: R$15,00 (R$ 7,50 meia entrada)
Limitado a 40 lugares. Ingressos estarão disponíveis para venda antecipada no dia das apresentações a partir das 16h.






Veja mais foto:




Deixo aqui apenas um relato de uma apreciadora da ARTE!! 

Vale a pena Conferir!!

domingo, 6 de novembro de 2011

O melhor da MPBrega com Alma de Gato

Para quem perdeu o Show Populares em Geral com o Grupo Alma de Gato que aconteceu nos dia 05 e 06/11, saiba que vocês meus amigos perderam mesmo, foi sensacional e muito divertido como sempre o grupo Alma de Gato nos surpreendeu, de uma maneira simples, competente, com qualidade vocal e encenações humoradas,  o Alma de Gato mostrou no Show "Populares em Geral" um universo cantado e decantado da música mais que popular brasileira, tomando o cuidado extremo de diferenciar o que é brega do que é mau gosto. Com esse Show o Grupo encerra a temporada 2011, e estaremos aguardando agora temporada 2012.

Veja as fotos e alguns videos do Show "Populares em Geral" 

FOTOS



VIDEOS






BOA SEMANA A TODOS!!