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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Senta a Pua : O olhar curioso de um Amador por Oscar Junior

 
Senta a Pua : O olhar curioso de um Amador

                   23/10/16 ,  Chapada dos Guimarães, precisamente na base da Cindacta. Faltavam 40 minutos para a largada e eu ali apreensivo. Afinal nunca havia participado de uma corrida de 21K e na modalidade Trail, fiz apenas uma de 6K há dez dias atrás. Meu coração disparava na mesma velocidade em que chegavam amigos e conhecidos que fiz ao longo de um ano durante as corridas de rua. Após os avisos e orientações finais por parte dos organizadores, pronto! Foi dada a esperada largada da prova Senta a pua!!
Foto: Cris Kobayashi  #digaxparacris 
                 Nos primeiros 3 Quilômetros passamos por uma estrada de terra que circunda a base da Cindacta até a entrada numa mata de vegetação de capim e grama alta. A trilha era estreita e mal dava para ultrapassar. Neste momento percebi que quem corre por performance já deve largar na frente e ultrapassar na faixa de dispersão dos três primeiros quilômetros, visto que as posições se definem e ao chegar na trilha, os pelotões primam pelo respeito e segurança de não sair desesperado para ganhar tempo e comprometer a prova com acidentes. O ritmo era ditado por quem estava à frente e eu só pensava em olhar para baixo para reconhecer o terreno onde pisava, afinal tudo ali era novidade para mim.
                 Quando a transição começou a partir do 5K, a vegetação baixa cedeu lugar a trechos rochosos com pedras pequenas soltas, alguns terrenos irregulares e arvores com raízes expostas e folhas muito úmidas. Comparei a mesma situação de estar dirigindo no tempo seco e de repente começasse a chover. Ou seja, a forma de dirigir muda, como mudou nossa forma de correr. A natureza conversa com o atleta o tempo todo dando sinais, alguns atletas que ignoraram tiveram pequenos acidentes como torções, escorregões, tropeços e deslizes, situações muito normais de quem está em velocidade e se depara com situações adversas. Aqui cabe um alerta do quanto é importante correr com equipamento adequado, sobretudo tênis de drop baixo com entressola especifica para trilhas. Durante o trecho de 6 a 8K parei quatro vezes para ajudar os atletas que paravam. Após certificar que não era nada mais grave, segui o percurso já desconectado dos pelotões maiores.
                  Quanto mais o relevo conduzia para baixa altimetria, mais eu preocupara porque sabia que uma hora teria que subir para chegar até os pontos de hidratação que ficavam no cume do percurso. Quando começou o segundo terço do trajeto, após o 7K chegou o tão esperado “morro acima”, eram subidas intermináveis, parecia que aquilo não tinha fim. A contrapartida era a sinfonia dos pássaros, grilos e outros sons tão harmoniosos que servia como um aminoácido, tirando a fadiga da alma’. Perfeito. Depois de tantos aclives e declives aparece a civilização no 10K, Chapada Aventura. Ali, pudemos ver o sol por inteiro e um ponto de hidratação com Staff muito atencioso e didático, nos orientando sobre a prova.
                   Saímos por uma estrada de acesso a Cidade de Chapada mas sem avançar no perímetro urbano, por conta de uma nova inserção na mata adentro em direção ao Atmã Resort. Eu estranhei novamente e a impressão é que havia mais descidas do que propriamente subidas e a expectativa aumentava sobre “quando teria novas subidas íngremes?”
                   Passei pela placa que identificava 12K e estava tão envolvido com a prova que nem pensei que a metade do percurso já estava concluída, bem como aquela distancia já era conclusiva para os atletas que optaram por correr os 12 mil metros e foram por outro percurso.  Quem já foi no Atmã sabe que há uma subida que homologa e valida toda força gravitacional e “suga” corpos para baixo por mais esforços que eles façam parta subir. Já vi ônibus refugar naquele trecho e eu me vi frente a frente com um grau de inclinação jamais percorrido a pé. Naquele trecho pernas bambeiam, o pensamento esgota, os pulmões dilatam e a fadiga castiga e o combo fecha com as panturrilhas queimando. Quanto pior melhor...
                       Ufa! Chegamos ao ponto de hidratação no alto dessa subida, ali, encontramos vários atletas voltando desanimados igual “Juriti peloteado no barranco”, com uma feição deplorável, sobretudo ao saber que ainda iríamos passar por onde eles passaram. Ouvi um amigo gritar: - Nossa!!! Você ainda vai descer??? Rapidamente outro falou: - Cara! Prepare-se para você ver um dos cenários mais lindos da sua vida!!  Rumei em direção ao paraíso. Por um quilometro percorremos até chegar naquele lugar paradisíaco, único, imponente, que faz nos conectar não só com a existência de Deus como a presença dele. Qualquer qualificação ou descrição e narração que fizer aqui sobre o lugar, irei cometer injustiça. Por conta disso, liguei minha câmera do celular, fiz movimentos horizontais panorâmicos e Dolly in, simulando a visão subjetiva do corredor e só parei a câmera na placa que indicava 14K, ela ficava num rodapé de uma escada rustica, isso mesmo, o percurso tinha uma escada que dava acesso a um ponto mais alto ainda, ali deveria ser um ponto de controle de luxo, porque havia vários staffs e um fotografo profissional registrando o momento para a eternidade.
                       Saímos dali já retornando para a Chegada, dois terços da prova já se foram e preparei para fazer um retorno rápido. Entramos na mata e comecei acelerar, me empolguei e quando avistei a placa do 16k pisei numa raiz exposta e senti algo no pé direito, nossa! 
Como me incomodava, pensei que havia fraturado o dedo médio do pé. Tive que reduzir, trotei, depois andei. Lá na frente fui surpreendido com a ferroada na perna esquerda por um zangão ou abelha, apesar de ter levado comprimidos antialérgico não foi necessário porque a dosagem de endorfina que meu corpo tinha certamente agiria até como soro antiofídico, no caso de picada por cobra. Você cria uma energia descomunal, sobretudo pelo contato direto com a natureza, aliado a sua missão de concluir a prova que se propusera a correr. Andar por 5K me deixava incomodado. Eu queria correr, mas o corpo não havia sido preparado para tal. Faltou treinos de longões e preparação de fortalecimento. 
                       Quando passei pelo 18K logo em seguida vi duas atletas mancando, uma com torção e outra pela fadiga do percurso que já estava nos últimos trajetos. A galera da organização monitorava com staffs de Bikes e atenção e cuidados que faziam inveja para quaisquer avós que estragam netos com dengo exagerados.
                       Ao passar pelo último ponto de hidratação, saí da mata fechada e já vi o sol a pino bater com força. Passei por um trecho de asfalto e ali parecia o ultimo quilometro mais longo que a volta ao mundo em 80 dias por Júlio Verne. Os pés doíam, o corpo queria arriar mas as vozes motivacionais vindas dos veículos, me fortalecia. 
Quando entrei no Cindacta avistei a linha de chegada, os sentidos aguçavam as sensações mas a audição captava aplausos, gritos, palavras que valiam como um Elixir, o corpo arrepiou, lagrimas caíram e a emoção tomou conta de tudo. Enfim, cruzei duas linhas. A de chegada daquela prova, mas também a linha de largada para novos desafios para vida. Valeu Senta a Púa!!! Até o ano que vem!!!!
Por: Oscar junior

quarta-feira, 23 de março de 2016

A Arte de Correr...No pain, no gain! por Oscar Junior


As crianças na Corrida Nigth Run Kids.
Prova que reúne e envolve a família. Um Diferencial nas Corridas do calendário

No pain, no gain!

A discussão  sobre o preço das inscrições para as corridas de rua parece nunca ter fim! Se de um lado os organizadores justificam que o preço final ajustado sempre para mais, se dá em virtude do alto custo dos fornecedores, por outro o consumidor/corredor reivindica preços mais acessíveis, sobretudo pela crise econômica e recessão que assola no país na atualidade.
Seria muito simplório opinar ou tomar partido em favor de um lado ou de outro. Contudo, como consumidor e fanático por provas de corrida, prefiro aplicar os critérios que aprendi no mundo vínico: Custo/Benefício! Isso mesmo. Nem todo vinho caro tem a garantia de satisfação e nem todo vinho barato é desprovido de qualidade e equilíbrio! 
Seguindo o mesmo raciocínio, há de se valorizar a procedência, que neste caso seria o histórico do "Running maker"! Quando o atleta aprova a qualidade de uma prova, certamente ela passará a ter um selo de certificação de qualidade. Neste caso, a percepção de preço, mesmo que elevado é absorvida pelo corredor em virtude da boa expectativa que a corrida propõe! 
Provas de rua realizadas em Cuiabá neste ano.
(Corrida de Reis, Bope, Dia mundial dos rins, Nigth Run e Desafio Oxteam)
Com o "boom" de corridas nos últimos anos e o surgimento de novos promotores e assessorias, fica muito desafiadora a tarefa de buscar referências e históricos de sucesso desses eventos, os quais passam ser uma caixinha de surpresa que em algumas vezes provocam frustrações e arrependimento por parte dos atletas que abriram mão do orçamento para investir em algo que ficou muito abaixo das expectativas, seja por Falta d'Água, equívocos nos resultados e até mesmo ausência de medalhas! Aí surge a pergunta que não quer calar : -Mas Porque falta água e medalhas? É justamente por duas sensações que manifestam no consumidor! 
-Como pagar caro por Uma Corrida que pode gerar insatisfação?
-Como não correr uma prova que pode ser "a corrida"?
Enquanto a decisão não é tomada, o tempo para finalização das inscrições vai diminuindo e o precedente para mais um elemento na corrida só aumenta: o Corredor Pipoca. Essa modalidade de atleta está aumentando tanto que atualmente boa parte do tempo dos organizadores é destinado a criar mecanismos para barrar o atleta que não possui o chip e nem número de peito. Afinal, é fundamental assegurar e garantir aos atletas inscritos, tudo que foi proposto no evento.
Medalha da tradicional corrida Senhor Bom
Jesus de Cuiabá que será realizada em 27 de abril deste ano.
Garimpar no calendário as corridas gratuitas também depende de um "pace" apurado para não perder a inscrição que em sua maioria esgotam-se em questão de horas. Vale muito ressaltar que estas corridas promovidas pelo poder público ou grande empresas têm custos altíssimos, que não são repassados aos atletas. Daí a importância e consciência do corredor fazer a inscrição se realmente for participar da corrida, caso contrário, haverá desperdício dos tangíveis (camiseta,medalha, hidratação e etc).
-Como lidar com este cenário econômico e não deixar de correr, sem lesar ou tomar água e medalhas de alguém?
-Como escolher as provas para participar? Qual melhor caminho? Qualidade ou quantidade?
Correndo provas ou não, há treinamento? Está correto? Tem orientação de profissional da área?
O site morro-mt.com.br é a fonte onde os atletas utilizam para saber do calendário, informativos, Links e dos resultados.
Enfim, o planejamento é indispensável, principalmente porque sem ele o aprendizado que deveria vir pelo amor, virá pela dor. Por consequência, o sacrifício  será diretamente no órgão mais sensível do corpo humano : O Bolso!

Por Oscar Junior 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A arte de Correr por Oscar Junior

Foto: Oscar Junior

A arte de Correr
  
Estou em 5 grupos de Whattsapp que deveriam tratar exclusivamente de corrida de rua. No entanto, a dinâmica que permite o aplicativo com interatividades e postagens de fotos, mensagens e vídeos, faz com que os fóruns se estendam,  sobretudo para as preferencias, gostos, anseios, metas e objetivos pessoais dos participantes. Certamente o grupo "Fazer Amigos Corredores" é o mais disputado e está com sua lotação máxima: 100 integrantes. Só há espaço para novas adesões na medida em que outros saem.
Nadir Sabino e amigos - foto: Oscar Junior
Certamente todo corredor possui um grupo fechado e reduzido de amigos que compartilham de treinos, planilhas e tudo sobre corrida de rua, mas acredito que o sucesso do grupo Fazer Amigos Corredores, se dá em virtude da sua diversidade e pluralidade cultural e performática dos integrantes. Ali tem atletas de alto rendimento, novatos, promotores de corridas, professores, poetas, músicos, cantores, fotografo, rico, pobre, assalariados, empresários, artistas, enfim, pessoas para todos os gostos. 
Corredores de alta performance (Josué, Jeorge e Deivide) - foto: Luciana Araujo

Corrida de Reis - Junior, Jeorge e Luciana Foto: Junior de Assis
O mais interessante de tudo que se discute ali é o bem comum de todos. A melhoria na qualidade de vida, incluindo a corrida e principalmente outras atividades "extra curriculares". Os integrantes se reúnem para ir ao cinema, a confraternizações, passeios, promoções de materiais, equipamentos, academias e tudo acerca do esporte. 
Treino na Arena Pantanal com Letícia,Nathan e Jedcil - foto Letícia 
Na agenda existe até um sarau para que democraticamente quem quiser, poderá expor um poema, um conto, tocar, cantar, atuar, comisso, percebe-se que a corrida vai muito além dos treinos físicos  e das provas de corrida de rua que duram alguns minutos e pronto. A fome e a sede do atleta se estendem para a manifestação cultural, intelectual e principalmente para o convívio social, fazendo com que sua qualidade de vida seja elevada ao mais alto grau, diminuindo e eliminando as mazelas do stress e turbulências do dia a dia. A grande maioria do grupo tem plena consciência de que estar ali não elimina a importância de ter um acompanhamento de profissionais especializados na pratica diária de treinos e exercícios. Ha um cuidado mutuo em relação a prescrições e indicações de dietas com suplementos ou utilização de remédios. 
Os mais experientes cuida, monitoram e aconselham sempre o caminho saudável para a  pratica da modalidade que mais cresce na baixada Cuiabana: A corrida. Num artigo anterior a este mencionamos a dezenas de provas que haverá na capital no ano de 2016. 
Corrida do MP ( Oscar Emir e Olivia) - foto: Oscar Junior
A competição não consiste entre adversários. Ela começa e termina com o próprio atleta com ele mesmo, no  campo mental.  Para superar desafios no campo pessoal, profissional, como estudante ou em outras esferas, corpo e mente necessita de uma boa sanidade. 
Treino Stars Runners na UFMT (Reany, Lena, Liliane e Olivia) - foto: Oscar Junior
As melhorias são potencializadas quando estamos juntos, sólidos e coesos, bem assim, como uma grande família Universal. "Afinal, amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito e principalmente no grupo de Whattsapp".
Por: Oscar Junior


sábado, 23 de janeiro de 2016

Foi dada a Largada por Oscar Junior

Foi dada a Largada 

Cada vez que surge um 
Novo ano, com ele aparecem as expectativas de um calendário recheado de corridas de rua. Para os corredores Cuiabanos o início de temporada se inicia em Grande estilo com a tradicional e disputada Corrida de Reis.
Medalha da Corrida de Reis (Oscar Junior)
Em 2016 a média de corrida será equivalente ao número de semanas existente no ano, mais de 50 provas, apenas na baixada Cuiabana. 
fonte: http://www.morro-mt.com.br/calendario-de-corridas-de-rua-de-mato-grosso-2016.html 
Para participar de boa parte destas provas o atleta necessita fazer um planejamento minucioso sobre fortalecimento e preparação muscular, mental, financeira, orientação médica e sobretudo o acompanhamento de especialistas da área. 

Treino Solidário / Oscar Jr 
Cada evento terá 
Sua particularidade: 30% das corridas virão do Poder Público, contudo para as inscrições serão
Cobrados em
Aproximadamente 12 eventos do calendário, alimentos não perecíveis. Fato que reduz o custo médio em torno de 
R$10,00 a Inscrição, para o atleta. Outras 18 corridas levam a marca de Assessorias de corrida, estas com valores entre 
R$65,00 a 
R$ 150,00, sendo estas últimas as provas mais complexas em morros e outros desafios. A iniciativa privada e instituições de classes realizam pelo
Menos outros 30% das provas do calendário. Delas 3 provas populares serão gratuitas, como a Corrida de Reis e a Mini Maratona do Sesc.
Corrida Unimed equipe Stars Runners / Oscar

Apesar da média de corridas ser correspondente ao número de semanas do ano, a distribuição não é equitativa, visto que no mês de janeiro foi realizada apenas 1 prova e nos abafados e calorosos meses de Setembro e Novembro 6 corridas serão realizadas num espaço de 30 dias. 
Ao final, para participar de todas as provas o atleta terá que desembolsar mais de R$ 3.000,00 reais! Se optar apenas para as corridas de rua o custo cai para R$ 2.000 reais e a média por corrida será De R$ 48,00 em virtude das corridas com taxas menores ou subsidiadas.

Em relação aos percursos, o desafio dos organizadores será pensar em novas alternativas. Em 2015 grande parte das corridas foram realizadas na região do Centro Político Administrativo e Avenida Miguel Sutil. Para este ano, que sinaliza retração da economia e crise financeira a criatividade pode e deve fazer a diferença. Costurar parcerias, juntar as forças serão a tônica para que os objetivos finais de todos sejam atingidos...
Corrida das águas / Oscar

Que a força esteja com você!
Mente sã, corpo em bolso saudável ...
Oscar Jr


sábado, 15 de agosto de 2015

Cuiabá: O Centro Geodésico da Velocidade por Oscar Junior

        
Multidão participou da Corrida de Reis pelas avenidas de Cuiabá e Várzea Grande (Foto: Reprodução/TVCA)
Cuiabá:   O Centro Geodésico da Velocidade
       É uma explosão de cores, formas, estilos, conteúdos, estereótipos, equipamentos, tecnologias, acessórios, enfim, a corrida de Rua vem se tornando uma das atividades esportivas que mais arrebanha adeptos no Brasil, em Cuiabá não é diferente.  No site da Federação Mato-grossense de Atletismo indica que ao longo de 2015, a baixada Cuiabana realizará quase quarenta provas de Corridas com as suas mais variadas modalidades. No Segundo semestre é praticamente uma corrida em todos os finais de semana.
Percurso da corrida Travk&Field na Miguel sutil - foto: Oscar Jr.
        Os motivos que levam a população a procurar estes eventos são desde a busca da qualidade de vida e combate ao estresse do dia a dia, perda de peso e fortalecimento do organismo, até a busca da interatividade com amigos e nas redes sociais, tendo neste último a inclusão de mecanismos e soluções tecnológicas cada vez mais avançados. Nas corridas mais bem elaboradas e organizadas, a partir da inscrição, o atleta tem a opção de autorizar a exposição e divulgação das suas fotos, tiradas antes, durante e na linha de chegada, junto as redes sociais. Toda essa dinâmica é viabilizada pela numeração de peito do atleta que é vinculada através da sua conta junto ao Facebook. Tem gosto para tudo, até prova noturna com DJ, iluminação e toda tecnologia que demandar o público participante. Tem evento até com apresentação da renomada Orquestra de Flautas de Cuiabá.
CROSS MUSIC - Foto: Oscar Jr.
     A corrida de rua é democrática, enquanto alguns corredores tentam melhorar seus índices e performances, novos adeptos iniciam no evento através da caminhada ou intercalam ritmos para ir ganhando experiência até padronizar o seu próprio ritmo e frequência. O mais importante é que o evento possibilita sempre a conquista de novos amigos, da cumplicidade de correr em grupos, de reaproximar os antigos amigos ausentes, devido a turbulência do dia a dia. 
Cross Urbano Arena Pantanal 


     Como nem tudo é um mar de rosas, os fóruns de discussão com o tema Corridas de rua provocam algumas polêmicas, sobretudo pelos valores das inscrições que só aumentam e direcionam para uma elitização da modalidade e por outro lado, um público que participa do evento sem o pagamento da inscrição, este, denominado como corredor "pipoca". O desafio dos organizadores é conseguir realizar um evento com segurança, hidratação de água e frutas, bem como a distribuição das medalhas para os corredores, sem impactar com a falta em virtude da participação das “pipocas”.
    A verdade é que a concorrência e competitividade das Assessorias faz com que a qualidade dos eventos se nivelem por cima e o corredor tem a percepção sobre o nível de qualidade de cada detalhe antes, durante e depois das provas, pois o principal protagonista vive empiricamente as causas e efeitos de todos os elementos que acontecem ou deixam de acontecer durante o percurso.
    Quando se realiza uma corrida de rua, há toda uma movimentação nos mais variados setores da economia, indústria e comercio e serviços diretos e indiretos. A cadeia produtiva de confecções de camisetas, acessórios, medalhas, água mineral, hortifrúti e serviços que proporcionam o apoio da prova desde que ela é elaborada no planejamento até a conclusão na linha de chegada. Tudo que se produz para uma corrida é superlativo, afinal, estamos falando de um ticket médio de 2 mil inscrições por evento. A mais tradicional corrida de reis teve sua primeira prova, há mais de 30 anos com 500 participantes. Neste ano, 15 mil inscrições não foram suficientes para suprir a grande procura de corredores que vem de todas as partes do Brasil e outros países.
Hidratação com café da manhã Corrida Track&Field - Foto: Oscar Jr.
      Quando o corredor toma gosto pela atividade, os próximos passos são sempre mais ousados, que vão desde a inclusão numa equipe de corridas, até o desafio de "desbravar novos mares", participando de corridas tradicionais nos grandes centros do território nacional e outros importantes pelo mundo. Independente da geografia, mesmo treinando no bairro, no clube ou nos parques, a corrida de rua sempre será uma opção de alimento para matéria e principalmente pelo espírito. Afinal mente sã combina com corpo são.  Se na origem de Cuiabá a História da chegada dos bandeirantes em Busca do Ouro, aborda sobre "Entradas e Bandeiras", atualmente, o capítulo que se escreve é sobre as "Largadas e Chegadas", sempre em busca novas conquistas: As Medalhas...
Corrida noturna Night Run - foto: Oscar Jr.
Oscar jr.