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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Você finge que é show! Eu finjo que é top! por Oscar Junior - A Arte de Correr

IMAGEM: eucorredorderua.com.br

Você finge que é show! Eu finjo que é top!

Este texto é dedicado aos catedráticos e fodásticos organizadores de corrida de rua da nossa região. Tudo bem que são apenas uma meia dúzia de dedicados atletas/empresários, porém suas habilidades e competências engolem a outra parte de aventureiros, limitados, inexperientes que insistem em oferecer o serviço/produtos para um público consumidor  que está cada vez mais exigente. 
Para que isso não vire um "muro de lamentações" me reservo a direcionar  ao mundo ideal de uma prova de rua. Na verdade, quem é um exímio promotor de eventos sempre acredita que ainda tem muito para melhorar e quem  não é, tem quase a certeza que é o representante de Cristo para os assuntos de Corrida de rua.
A relação entre a prova e o corredor acontece com O convite. O Marketing é a divulgação na concepção da palavra. Ele é o chamariz que irá convencer na decisão de correr ou não. Um banner é uma mídia inteligente jamais pública produtos e serviços que não irão existir na pratica, visto que o que Convenceu o atleta de participar da prova foi justamente a expectativa do que foi lhe ofertado na divulgação da corrida. Se é publicado um kit com um layout e na entrega for outro, esqueça, o organizador pode não ter uma segunda chance de causar uma primeira impressão do seu evento. Lamentável.
O organizador Competente não vê a camiseta apenas como uma resposta aos patrocinadores com a fixação da logomarca, ignorando a qualidade da Fibra, conforto satisfazer os patrocinadores. Das fibras sintéticas mais utilizadas no mercado são a poliéster e poliamida, sendo esta última mais cara, contudo ela absorve 22 vezes a transpiração e é mais confortável do que a de poliéster. Afinal,  no calor de Cuiabá, faz muita diferença tendo a percepção de conforto o corredor nem sempre percebe, mas o contrário, a frustração vira tema para Debate em grupos de Whattsapp e redes sociais. Acredite o que para o atleta seria apenas a retirada do Kit, para o promotor do evento é a árdua luta travada entre negociações de preço, prazo de entrega, qualidade do material, patrocínio, pressão da instituição parceira e uma gama de atributos infindáveis que só quem realiza uma Corrida pode descrever o trabalho que dá assumir tamanha responsabilidade. 
A equalização das inscrições propostas e as negociações com os fornecedores se desencontram por conta da nossa cultura de deixarmos para fazer a inscrição na última hora, fator que gera uma correria contra o tempo para atender a demanda.
Em meio a tudo isso o grande desafio são as negociações com Órgãos Públicos, batalhão de trânsito, Secretaria de mobilidade, autorizações, permissões, certificações e tantos outros "ões" que lá na frente serão matéria prima de rima para as "reclamações". 
Em 2015 a maioria das provas foram disputadas ao entorno do Centro Político Administrativo. Enjoa, mas diante das limitações das autoridades em liberar efetivos para resguardar a segurança da Prova, é menos arriscado. Numa reunião que participei com a presença da Secretaria de Mobilidade Urbana, a comandante responsável alegava que possuía apenas um número reduzido 10 homens para controlar todo o percurso.  Deste "Gap" parte mais desafios para o organizador compensar a falta de pessoas com a formação de um bom staff e apoio para garantir a lisura no evento.
A corrida vai muito além do esporte com fundamento performático em si. Para a maioria é a oportunidade de encontrar, rever  e correr com Amigos. Melhorar a qualidade de vida. Ver pessoas bonitas, fazer novas amizades e sobretudo, se relacionar socialmente. 

Reitero que o objetivo deste texto não é ensinar vigário a rezar missa nem vomitar regras, contudo é a visão de quem ama correr e Participar ativamente para a construção de esporte Maravilhoso que não para de crescer no estado.
É muito possível e factível  ter um Evento, bacana, Com Segurança, conforto, lazer e entretenimento para os corredores. Como a relação entre organização é mercadológica, como o organizador não obtém os anseios e desejos do que a grande Maioria dos atletas esperam de uma Prova de rua não através de pesquisas, de experiências passadas e das suas percepções, é fundamental que receba as críticas, sugestões e até as reclamações fundamentadas, como subsídio para melhorar cada vez mais seu "Métier". Sem Melindres, sem mágoas e sempre juntos! 
Ou se preferir, podemos também combinar : "você finge que é show e eu finjo que é top"

por Oscar Junior 

quarta-feira, 23 de março de 2016

A Arte de Correr...No pain, no gain! por Oscar Junior


As crianças na Corrida Nigth Run Kids.
Prova que reúne e envolve a família. Um Diferencial nas Corridas do calendário

No pain, no gain!

A discussão  sobre o preço das inscrições para as corridas de rua parece nunca ter fim! Se de um lado os organizadores justificam que o preço final ajustado sempre para mais, se dá em virtude do alto custo dos fornecedores, por outro o consumidor/corredor reivindica preços mais acessíveis, sobretudo pela crise econômica e recessão que assola no país na atualidade.
Seria muito simplório opinar ou tomar partido em favor de um lado ou de outro. Contudo, como consumidor e fanático por provas de corrida, prefiro aplicar os critérios que aprendi no mundo vínico: Custo/Benefício! Isso mesmo. Nem todo vinho caro tem a garantia de satisfação e nem todo vinho barato é desprovido de qualidade e equilíbrio! 
Seguindo o mesmo raciocínio, há de se valorizar a procedência, que neste caso seria o histórico do "Running maker"! Quando o atleta aprova a qualidade de uma prova, certamente ela passará a ter um selo de certificação de qualidade. Neste caso, a percepção de preço, mesmo que elevado é absorvida pelo corredor em virtude da boa expectativa que a corrida propõe! 
Provas de rua realizadas em Cuiabá neste ano.
(Corrida de Reis, Bope, Dia mundial dos rins, Nigth Run e Desafio Oxteam)
Com o "boom" de corridas nos últimos anos e o surgimento de novos promotores e assessorias, fica muito desafiadora a tarefa de buscar referências e históricos de sucesso desses eventos, os quais passam ser uma caixinha de surpresa que em algumas vezes provocam frustrações e arrependimento por parte dos atletas que abriram mão do orçamento para investir em algo que ficou muito abaixo das expectativas, seja por Falta d'Água, equívocos nos resultados e até mesmo ausência de medalhas! Aí surge a pergunta que não quer calar : -Mas Porque falta água e medalhas? É justamente por duas sensações que manifestam no consumidor! 
-Como pagar caro por Uma Corrida que pode gerar insatisfação?
-Como não correr uma prova que pode ser "a corrida"?
Enquanto a decisão não é tomada, o tempo para finalização das inscrições vai diminuindo e o precedente para mais um elemento na corrida só aumenta: o Corredor Pipoca. Essa modalidade de atleta está aumentando tanto que atualmente boa parte do tempo dos organizadores é destinado a criar mecanismos para barrar o atleta que não possui o chip e nem número de peito. Afinal, é fundamental assegurar e garantir aos atletas inscritos, tudo que foi proposto no evento.
Medalha da tradicional corrida Senhor Bom
Jesus de Cuiabá que será realizada em 27 de abril deste ano.
Garimpar no calendário as corridas gratuitas também depende de um "pace" apurado para não perder a inscrição que em sua maioria esgotam-se em questão de horas. Vale muito ressaltar que estas corridas promovidas pelo poder público ou grande empresas têm custos altíssimos, que não são repassados aos atletas. Daí a importância e consciência do corredor fazer a inscrição se realmente for participar da corrida, caso contrário, haverá desperdício dos tangíveis (camiseta,medalha, hidratação e etc).
-Como lidar com este cenário econômico e não deixar de correr, sem lesar ou tomar água e medalhas de alguém?
-Como escolher as provas para participar? Qual melhor caminho? Qualidade ou quantidade?
Correndo provas ou não, há treinamento? Está correto? Tem orientação de profissional da área?
O site morro-mt.com.br é a fonte onde os atletas utilizam para saber do calendário, informativos, Links e dos resultados.
Enfim, o planejamento é indispensável, principalmente porque sem ele o aprendizado que deveria vir pelo amor, virá pela dor. Por consequência, o sacrifício  será diretamente no órgão mais sensível do corpo humano : O Bolso!

Por Oscar Junior